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Putin diz que guerra na Ucrânia pode acabar por ‘bom senso’ ou ‘força das armas’

Apesar das ameaças, líder russo afirmou que há "uma certa luz no fim do túnel" pela influência dos Estados Unidos nas tratativas

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 set 2025, 16h17 •
  • O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta quarta-feira, 3, que a guerra na Ucrânia pode ser encerrada por negociações “se o bom senso prevalecer”, mas que estava disposto a “resolver todas as tarefas” através da “força das armas”. Em Pequim, onde participou de um pomposo desfile militar chinês que marcou o 80º aniversário da rendição formal dos japoneses no final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o líder russo afirmou que há “uma certa luz no fim do túnel” pela influência dos Estados Unidos nas tratativas.

    “Parece-me que, se o bom senso prevalecer, será possível chegar a um acordo sobre uma solução aceitável para pôr fim a este conflito. Essa é a minha suposição”, opinou Putin a repórteres. “Principalmente porque podemos ver o humor do atual governo americano sob o presidente (Donald) Trump, e vemos não apenas suas declarações, mas seu desejo sincero de encontrar essa solução.”

    “E acho que há uma certa luz no fim do túnel. Vamos ver como a situação evolui”, continuou, mas logo retomou ao costumeiro tom de ameaça: “Se não, teremos que resolver todas as tarefas que temos pela força das armas.”

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    Negociações estagnadas

    A declaração ocorre em meio às tentativas de que seja realizada uma reunião entre Putin e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, com mediação de Trump. Mas, no final de agosto, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse que ainda não havia agenda definida para o encontro — uma sinalização de que talvez as negociações ainda demorem para sair do papel.

    “Putin está pronto para se reunir com Zelenskiy quando a agenda estiver pronta para uma cúpula. E essa agenda não está pronta de jeito nenhum”, afirmou ele à NBC, confirmando que ainda não havia data ou local previstos para a cúpula.

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    Na ocasião, Lavrov alegou que o governo russo demonstrou flexibilidade em questões apresentadas por Trump na bilateral há duas semanas no Alasca, que terminou sem avanços concretos. O ministro acusou Kiev e os seus aliados europeus de serem intransigentes nas suas próprias demandas — Ucrânia e Europa exigem garantias de segurança apoiadas pelos EUA e não aceitam qualquer concessão territorial à Rússia.

    “Ele (Trump) indicou claramente — ficou muito claro para todos — que há vários princípios que Washington acredita que devem ser aceitos, incluindo a não adesão da Ucrânia à Otan, incluindo a discussão de questões territoriais, e Zelenskiy disse não a tudo”, continuou. “Ele até disse não, como eu disse, ao cancelamento da legislação que proíbe o uso da língua russa. Como podemos nos encontrar com alguém que finge ser um líder?”

    Frente às críticas, Zelensky afirmou que “os russos estão fazendo tudo o que podem para impedir que a reunião aconteça”, acrescentando: “Ao contrário da Rússia, a Ucrânia não tem medo de nenhum encontro com líderes”. Ele voltou a apelar por garantias de segurança e opinou que elas deveriam seguir a lógica do Artigo 5 da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que considera um ataque a um membro da aliança militar ocidental como um ataque contra todos.

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    Nem Moscou, nem Kiev parecem dispostos a flexibilizar as reivindicações. A Rússia exige que a Ucrânia ceda 20% do seu território, incluindo as regiões de Luhansk e Donetsk, abandone a pretensão de aderir à Otan, principal aliança militar ocidental. Além disso, Putin quer que a Ucrânia se desmilitarize, uma ideia rejeitada por Zelensky, que insiste em “um forte exército ucraniano” como uma exigência imutável. Ele também nega abrir mão de parte do país e defende o princípio da soberania, apoiado por uma série de países da Europa.

     

     

     

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