Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

Após atentado em Bondi, premiê da Austrália anuncia plano para combater discurso de ódio

Sajid Akram e Naveed Akram, apontados como autores do ataque, foram baleados pela polícia; o primeiro não resistiu, enquanto o segundo enfrenta 59 acusações

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 dez 2025, 10h00 • Atualizado em 18 dez 2025, 10h31
  • O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, afirmou nesta quinta-feira, 18, que leis contra o discurso extremista serão ampliadas para mirar os “pregadores do ódio”, parte de uma nova iniciativa para combater o antissemitismo. O anúncio ocorre dias após um ataque a tiros matar 15 pessoas e deixar outras 25 feridas na praia de Bondi, em Sydney. Sajid Akram e Naveed Akram, pai e filho, foram apontados como autores do ataque. Eles foram baleados pela polícia. O primeiro não resistiu, enquanto o outro acordou de um coma e responderá a 59 crimes.

    O plano de cinco pontos determina que o ministro do Interior, Tony Burke, receberá poderes para cancelar e rejeitar vistos de pessoas que disseminam “ódio e divisão”, além do fim ou bloqueio do financiamento de projetos artísticos e de pesquisa que apoiam “atividades antissemitas”. A proposta prevê, ainda, a revogação da cidadania de pessoas com dupla nacionalidade que se envolvam em atividades terroristas e a suspensão da emissão de vistos para moradores de “enclave terrorista”, o que inclui a Faixa de Gaza.

    “Houve organizações que qualquer australiano olharia e diria: seu comportamento, sua filosofia e o que elas estão tentando fazer visam à divisão e não têm lugar na Austrália”, disse Burke ao defender o pacote. “E, no entanto, durante uma geração, nenhum governo conseguiu tomar medidas eficazes contra eles porque ficaram um pouco abaixo do limite legal. Hoje, estamos anunciando que estamos alterando esse limite.”

    Além disso, o documento propõe que pregadores e líderes que promovam violência por meio de discursos intolerantes respondam por crime agravado e a inclusão do ódio como fator agravante na sentença de crimes por ameaças e assédio online, bem como o aumento das penas. Em paralelo, o governo federal também reexamina as leis de armas do país.

    Nos últimos 16 meses, a Austrália registrou uma onda de ataques contra a comunidade judaica, o que levou o chefe da principal agência de inteligência do país a declarar o antissemitismo como principal prioridade em termos de ameaça à vida. Após o atentado em Bondi, Albanese disse que “é claro que sempre se poderia ter feito mais” e que “governos não são perfeitos”, acrescentando: “Eu não sou perfeito”.

    Continua após a publicidade

    Em resposta à declaração do premiê, a líder da oposição, Sussan Ley, afirmou que “mais deveria ter sido feito” após os ataques do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023. Ela instou o primeiro-ministro a convocar o Parlamento na próxima semana para que as leis sejam aprovadas antes do Natal. Albanese, por sua vez, disse que as mudanças são “complexas” e precisam ser redigidas para que consigam resistir a contestações judiciais, embora não tenha descartado chamar o legislativo no verão. Ele também indicou que queria garantir “amplo apoio em todo o Parlamento”.

    + Atirador sobrevivente é acusado de 59 crimes após matar 15 em atentado na Austrália

    O que se sabe sobre o ataque?

    Pai e filho teriam atirado contra centenas de pessoas no festival de Hanukkah, celebração judaica, durante cerca de 10 minutos. Além das vítimas fatais, ao menos 25 pessoas ficaram feridas e recebem atendimento médico em hospitais em Sydney. A polícia também encontrou um veículo, registrado em nome do jovem, com artefatos explosivos improvisados e duas bandeiras caseiras associadas ao Estado Islâmico.

    Continua após a publicidade

    “Os primeiros indícios apontam para um ataque terrorista inspirado pelo Estado Islâmico, supostamente cometido por um pai e um filho”, afirmou a Comissária da Polícia Federal Australiana, Krissy Barrett, em coletiva. “Essas são as supostas ações daqueles que se aliaram a uma organização terrorista, não a uma religião.”

    Sajid foi desarmado em um ato nobre e corajoso do civil Ahmed al Ahmed, um muçulmano de 43 anos e pai de dois filhos. Ele foi reconhecido como herói mundo afora, incluindo por líderes internacionais, entre eles o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Uma vaquinha online para Ahmed arrecadou mais de A$ 1,9 milhão (mais de R$ 6,8 milhões).

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).