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Apesar de protestos, Macron assina reforma trabalhista na França

Os decretos trabalhistas são o pilar central das promessas do presidente para a criação de empregos

Por Da redação 22 set 2017, 17h29

O presidente da França, Emmanuel Macron, assinou nesta sexta-feira o conjunto de ordens executivas que faz mudanças radicais nas leis trabalhistas locais. Sindicatos e opositores políticos organizaram uma série de manifestações contrárias às reformas nas últimas semanas.

Macron assinou os decretos em uma cerimônia televisionada direto do Palácio do Eliseu. O evento parece fazer parte da estratégia do presidente para se apresentar à população como um reformista, pronto para implementar suas mudanças a qualquer custo.

Segundo o francês, os decretos aprovados, juntamente com uma reforma dos benefícios de desemprego e um plano de treinamento para desempregados que será criado no próximo ano, não têm “precedentes” no modelo social francês. Os decretos trabalhistas são o pilar central das promessas de Macron para a criação de empregos, e suas primeiras medidas já serão aplicadas na próxima semana.

  • As mudanças, que afetarão todos os trabalhadores do setor privado na França, estabelecem um valor limite para as multas pagas pelas empresas após demissões injustas e dão maior liberdade aos empregadores para demitir e contratar seus funcionários. As companhias também devem ter mais flexibilidade para negociar o salário e as condições de serviço com os trabalhadores, reduzindo os custos da demissão.

    Nos últimos dias, sindicatos e opositores políticos de Macron organizaram uma série de protestos por todo o país. Liderados pelo segundo maior sindicato da França, o CGT, os atos tiveram menos força do que as manifestações trabalhistas de 2016 contra o ex-presidente François Hollande.

    Contudo, mais protestos estão marcados para os próximos dias. No sábado, o deputado esquerdista e ex-candidato a presidente Jean-Luc Mélenchon realizará um dia de manifestações cuidadosamente planejado. Já na segunda-feira, os trabalhadores da rede de transportes privada e pública bloquearão as principais estradas e rodovias de Paris.

    Macron, que enfrenta seus primeiros grandes protestos desde que tomou posse em maio, disse à emissora CNN nesta semana que acredita na democracia, mas que “a democracia não está nas ruas”.

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