A reação internacional ao ataque dos Estados Unidos ao Irã
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, classificou acontecimentos como 'profundamente preocupantes'
Líderes da comunidade internacional reagiram neste sábado, 28, ao ataque coordenado de Estados Unidos e Israel ao Irã. O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a ofensiva e afirmou que ela teve caráter defensivo, afirmando que o Irã “nunca terá uma arma nuclear”.
Presidente da França, Emanuel Macron declarou que o início de uma guerra entre os EUA, Israel e Irã “tem graves consequências para a paz e a segurança internacionais”, e que essa ‘escalada perigosa deve parar”. “Neste momento crucial, todas as medidas estão sendo tomadas para garantir a segurança do nosso território nacional, dos nossos cidadãos e dos nossos ativos no Oriente Médio”, declarou o francês, apontando que está pronto para mobilizar “os recursos necessários para proteger seus parceiros mais próximos, caso eles o solicitem”.
O líder espanhol Pedro Sánchez afirmou em uma publicação no X que o país rejeita a “ação militar unilateral realizada pelos Estados Unidos e por Israel” e que o ataque representa “uma clara escalada que aprofunda a instabilidade na região”. “Rejeitamos igualmente as ações do regime iraniano e da Guarda Revolucionária. Não podemos nos dar ao luxo de outra guerra prolongada e devastadora no Oriente Médio”, completou o presidente espanhol, exigindo a “desescalada imediata e o pleno respeito ao direito internacional”.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer afirmou em um pronunciamento televisionado que aviões britânicos “estão sobrevoando o céu” no Oriente Médio “como parte de operações defensivas regionais coordenadas para proteger nosso povo, nossos interesses e nossos valores”. Starmer disse que o Irã deveria se abster de novos ataques, abandonar seu programa de armas e pôr fim à repressão: “Este é o caminho de volta à mesa de negociações”, acrescentou ele.
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen apontou que “os acontecimentos no Irã são profundamente preocupantes”. “Garantir a segurança nuclear e evitar quaisquer ações que possam agravar ainda mais as tensões ou enfraquecer o regime global de não proliferação é de importância crítica.”, destacou ela.
“A União Europeia adotou amplas sanções em resposta às ações do regime assassino do Irã e da Guarda Revolucionária e tem promovido de forma consistente esforços diplomáticos destinados a tratar dos programas nuclear e balístico por meio de uma solução negociada”, seguiu Von der Leyen.
A Rússia, por meio do Ministério das Relações Exteriores, pediu a interrupção imediata dos ataques dos EUA e de Israel, afirmando que a situação deve “retornar ao caminho de uma solução política e diplomática”.
Ex-presidente e ex-premiê da Rússia, atualmente vice do poderoso Conselho de Segurança russo, Dmitry Medvedev criticou duramente Donald Trump. “O pacificador mostrou mais uma vez a sua verdadeira face”, disse Medvedev. “Todas as negociações com o Irã eram fachada. Ninguém duvidava disso. Ninguém realmente queria negociar nada”.
O ministro das Relações Exteriores da Bélgica, Maxime Prévot, afirmou: “O povo iraniano não deve pagar o preço pelas escolhas de seu governo. Lamentamos profundamente que os esforços diplomáticos não tenham levado antes a uma solução negociada”.
“O ataque é descrito por Israel como um ataque preventivo, mas não está em conformidade com o direito internacional”, disse o ministro das Relações Exteriores da Noruega, Espen Barth. “Ataques preventivos exigem uma ameaça imediatamente iminente.”
O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, “condenou veementemente os ataques injustificados contra o Irã e pediu a interrupção imediata da escalada, por meio da retomada urgente da diplomacia, para alcançar uma resolução pacífica e negociada da crise”.
O Ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, também se pronunciou, condenando o Irã. “O regime iraniano vem abusando e aterrorizando sua região há décadas, financiando militantes que semeiam a instabilidade em outros países e maltratando seu próprio povo. É por isso que sempre estaremos ao lado do povo iraniano, da nação iraniana”, menciona Syhiba.
“Esses muitos anos de violações dos direitos humanos, execuções, perseguições e assassinatos revelam sérios problemas de política interna. E enfatizamos que o regime teve todas as oportunidades para evitar esse cenário de uso da força e lhe foram dadas todas as oportunidades para encontrar soluções diplomáticas”, acrescentou o ministro holandês Tom Berendsen.
Chefe de direitos humanos da ONU, Volker Turk lamentou os ataques e instou todas as partes a retornarem às negociações, afirmando que a escalada do conflito resultará em “morte, destruição e sofrimento humano”. “Como sempre, em qualquer conflito armado, são os civis que acabam pagando o preço final”, disse Volker Turk em um comunicado.
“Para evitar essas terríveis consequências para os civis, apelo à moderação e imploro a todas as partes que usem a razão, reduzam a tensão e retornem à mesa de negociações, onde buscavam ativamente uma solução poucas horas antes”, afirmou.
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi apontou que o governo “se preparará para todos os riscos possíveis e tomará todas as medidas necessárias”. “Instruí os ministérios relevantes a intensificarem a coleta de informações e a adotarem todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos cidadãos japoneses que permanecem no local”, citou em um trecho de sua declaração.
O vice-primeiro-ministro da Bélgica, Maxime Prevot, também afirmou que o país realizou uma reunião de crise sobre o assunto e que trabalha com as embaixadas para proteger seus cidadãos. “Apelamos a todas as partes para que garantam a proteção das vidas civis em todos os momentos.”





