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A nova ameaça ao governo Macron após UE dar sinal verde para acordo com o Mercosul

Em novo capítulo da crise política francesa, oposição anunciou que apresentará moções de censura contra o primeiro-ministro Sébastien Lecornu

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 jan 2026, 10h49 •
  • A extrema direita e a esquerda radical francesas apresentarão moções de censura contra o governo da França após a aprovação do acordo UE-Mercosul nesta sexta-feira, 9. Na véspera, o presidente Emmanuel Macron anunciou que votaria contra o pacto, que estava em negociação há 25 anos, mas precisaria de ao menos quatro países do Conselho Europeu que representassem mais de 35% da população do bloco para conseguir bloquear a validação do acordo — algo que, apesar das tentativas e dos apelos do chefe do Eliseu, não se concretizou.

    O governo francês tem passado por uma dança de cadeiras após quedas sucessivas de premiês. À frente do cargo, Sébastien Lecornu chegou a apresentar uma carga de renúncia em outubro do ano passado, mas foi novamente nomeado por Macron quatro dias depois apesar de críticas ferozes da oposição. Agora, mais uma vez, a administração Macron se vê em maus lençóis devido à possibilidade de deposição de Lecornu.

    “A La France Insoumise apresenta hoje pela manhã uma moção de censura contra o governo Lecornu”, anunciou Mathilde Panot, vice-líder do grupo parlamentar do partido de extrema-esquerda, no X, antigo Twitter. “A França está humilhada em Bruxelas pelo Mercosul, que Macron jamais bloqueou em seus 8 anos de poder. A França está humilhada perante o mundo, tal é o histórico desastroso de um Presidente da República incapaz de condenar a agressão dos Estados Unidos contra a Venezuela. Lecornu e Macron devem sair.”

    Horas antes da aprovação do pacto, o presidente do partido ultradireitista Reagrupamento Nacional, Jordan Bardella, também condenou a postura do presidente e adiantou que tomaria medidas: “Emmanuel Macron sabe que o acordo com o Mercosul será aprovado, aconteça o que acontecer e independentemente do voto francês”, escreveu no X.

    “Ao afirmar hoje que se opõe a ele, após anos de negociações sem jamais defender os interesses franceses, ele tenta uma manobra de comunicação tão tardia quanto hipócrita. Essa encenação é uma traição aos agricultores franceses, que sofrerão diretamente as consequências desse acordo. O Congresso Nacional apresentará, portanto, duas moções de censura: na Assembleia Nacional contra o governo e no Parlamento Europeu contra a Comissão Ursula von der Leyen”, acrescentou ele.

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    + Os próximos passos do acordo UE-Mercosul após sinal verde de europeus

    Aprovação do acordo

    A União Europeia aprovou em caráter provisório nesta sexta-feira, 9, o acordo comercial com o Mercosul, de acordo com as agências de notícias AFP e Reuters. A confirmação formal dos votos deve ser enviada por escrito até as 17h no horário de Bruxelas (13h em Brasília), disseram diplomatas ouvidos pelas agências.

    Com o sinal verde, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá assinar oficialmente o acordo na próxima segunda-feira, 12, no Paraguai. A Comissão Europeia, que concluiu as negociações há um ano, e países como Alemanha e Espanha argumentam que se trata de uma parte vital do esforço do bloco para abrir novos mercados, compensar as perdas comerciais decorrentes do tarifaço dos Estados Unidos e reduzir a dependência da China, garantindo o acesso a minerais críticos.

    Para o Brasil, maior economia do Mercosul, o pacto amplia o acesso a um mercado de mais de 45o milhões de consumidores, com impactos que vão além do agronegócio, podendo alcançar também diferentes segmentos da indústria brasileira.

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