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Felipe Massa: ‘Alguns pratos são obras de arte’

Fora das pistas da Fórmula 1, o piloto revela sua paixão pela gastronomia e investe em restaurantes sofisticados

Por André Sollitto Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 mar 2025, 08h00 •
  • Você inaugurou seu primeiro restaurante em São Paulo, o Beefbar, há cerca de quatro anos, e recentemente abriu o Song Qi. O que o fez investir no ramo de restaurantes?  Sempre fui apaixonado pela gastronomia. Não por cozinhar, mas por provar comidas diferentes. E graças à minha profissão eu pude viajar muito e provar de tudo. Por isso, tinha muita vontade de abrir um restaurante quando minha carreira na Fórmula 1 se encerrasse. E queria que fosse em São Paulo, na minha cidade.

    O que o encanta na gastronomia?  Eu sou muito fácil de agradar. Adoro arroz e feijão, estrogonofe, carne, macarrão. Amo comida italiana. E também adoro experimentar. Vou a restaurantes japoneses, tailandeses, e provo de tudo. E tenho um respeito muito grande pelo trabalho de alguns chefs. Se você vê vários dos pratos que eles criam, são verdadeiras obras de arte. Inventar algo na alimentação é realmente incrível.

    Você tem lembranças gastronômicas memoráveis?  Tenho tantas… Eu sou apaixonado pelo chef Massimo Bottura, que tem um restaurante incrível em Módena, na Itália. O que ele faz é inacreditável. Sou muito fã. Também lembro de uma vez que o Alex Atala cozinhou em Mônaco e serviu as suas famosas formigas para um chef francês. Foi uma situação muito impactante.

    Por que escolheu o Beefbar?  Eu sempre adorei o restaurante original, que fica em Mônaco. E me tornei muito próximo do dono, o Riccardo Giraudi. Os pratos que ele serve, com foco na carne, o ambiente, tudo tem muito a ver com São Paulo. Então chamei meu irmão, Dudu Massa, e meu sócio, Ruly Vieira, que é quem toca o dia a dia da operação, e montamos o restaurante. Virou um sucesso.

    Foi preciso adaptar a operação para o Brasil? O menu é bem próximo do original. Quase tudo que é servido lá também está na filial de São Paulo. A maior diferença é o kobe beef, uma carne especial de boi japonês, que não podemos servir aqui porque o Brasil não tem a licença necessária.

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    O Song Qi, segunda casa do grupo, tem um perfil de comida asiática, principalmente chinesa, diferente do que se encontra na cidade.  Queríamos exatamente isso. Pensamos em abrir um restaurante japonês, mas São Paulo já tem tantos. Praticamente um em cada esquina. Então optamos por um chinês diferente, mais sofisticado.

    Publicado em VEJA de 7 de março de 2025, edição nº 2934

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