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UFC Rio tem data: 27 de agosto

Dana White, presidente do UFC, diz que impacto econômico para a cidade varia de 15 milhões de dólares a 50 milhões de dólares

Por Rafael Lemos 15 dez 2010, 17h01

A organização do Ultimate Fighting Championship (UFC) anunciou, nesta quarta-feira, 15, que o evento terá novamente uma edição brasileira em 27 de agosto de 2011, no HSBC Arena, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Esta será a segunda vez que o maior torneio de artes marciais mistas (MMA) aporta no país – a primeira foi em 1998, no ginásio da Portuguesa, em São Paulo. Os ingressos começarão a ser vendidos em maio. A coletiva, realizada no Palácio da Cidade, contou com a presença de quatro brasileiros ídolos do esporte: Vitor Belfort, Anderson Silva, José Aldo, Mauricio ‘Shogun’ Rua e o lendário Royce Gracie. A surpresa ficou por conta do anúncio de que Gracie, de 44 anos, pode participar. O filho de Hélio Gracie é dono de três títulos do UFC, incluindo a primeira edição do torneio, e é considerado uma lenda viva do esporte. Os competidores do evento no Rio só serão conhecidos daqui a alguns meses, já que dependem do resultado de lutas que ainda estão por vir. “O Brasil é onde tudo começou, há 75 anos, com o meu pai. Isso aqui é o berço. O que meu pai criou está voltando para casa”, afirmou Gracie, que atualmente luta apenas em ocasiões especiais: “Estamos conversando. Treinando? Sempre. Estou sempre pronto”. A edição carioca foi batizada de UFC Rio, carregando o nome da cidade no lugar de um número, como é de praxe. O prefeito Eduardo Paes deu as boas-vindas ao torneio e defendeu a modalidade. “O Rio teve problemas no passado com aquilo se convencionou chamar de vale-tudo”, diz ele. “Isso aqui não tem nada a ver com vale-tudo ou desordem. É um esporte com regras e com profissionalismo.”

Dana White, presidente do UFC
Dana White, presidente do UFC VEJA

De acordo com Dana White, presidente do UFC, “o impacto econômico que trazemos para as cidades varia de 15 milhões de dólares a 50 milhões de dólares. Então, o evento será muito positivo para o Rio”. Uma noite de UFC pode render até 75 milhões de reais.

Os atletas comemoram o fato de a imagem do esporte ter melhorado no país. Belfort lembrou que no início da carreira enfrentou muito preconceito, e o curitibano Anderson Silva se preocupa em conquistar a admiração das crianças. Em coro com Gracie, ele disse: “Não fumo, não bebo, nunca briguei na rua. E sou lutador profissional. A luta ensina autorrespeito, disciplina. É um ótimo esporte para crianças”. O retorno do UFC ao Brasil faz parte de uma estratégia de expansão internacional do evento, que mira países emergentes como Brasil, Índia e China. A visibilidade do Rio devido à proximidade da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos contribuiu para que o Brasil passasse à frente nessa lista. Ao longo dos anos, o UFC evoluiu muito, com a inclusão de várias regras. Royce Gracie, que chegou a ser campeão lutando quatro vezes na mesma noite, lembra com saudade dos velhos tempos. “Não sei se era mais difícil. Era mais cru, sem regras. Hoje, com as regras, virou um show. O UFC transformou isso tudo num show, num evento. Mas é uma luta. É para valer”. Atualmente, o UFC conta com 36 atletas brasileiros – alguns deles, entre os melhores da categoria. Por isso mesmo, Belfort prevê uma vitória verde-e-amarela no ano que vem. “O que posso garantir é que um brasileiro será campeão. E eu estou treinando.” Leia também: – Anderson Silva x Victor Belfort, a luta do século

– Ultimate fighting não é vale-tudo

– Os grandes ídolos do esporte

– Uma noite pode render até 70 milhões de reais

– O que é proibido nas lutas

– UFC, uma invenção da família Gracie

– Glossário: para entender o que acontece numa luta

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