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Real Madrid não perdoa o Apoel e confirma vaga para encarar o Bayern

Não deu zebra, mas deu trabalho. Grande surpresa da fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa, o Apoel ficou pelo caminho nesta quarta-feira. Goleado por 5 a 2 pelo Real Madrid, gols marcados por Cristiano Ronaldo, duas vezes, Kaká, Callejón e Dí María – Gustavo Manduca e Esteban Solari marcaram a favor – o time cipriota se despede da principal competição continental com festa merengue em Santiago Bernabéu.

Com o placar agregado de 8 a 2, já que venceu em Nicósia por 3 a 0 – Kaká e Benzema, duas vezes, marcaram -, o Real Madrid está classificado para a semifinal da Champions, quando enfrenta o Bayern de Munique, que eliminou o Olympique de Marselha na fase anterior. A equipe de Mourinho busca seu décimo título continental.

Depois de um primeiro tempo morno, em que os espanhois descontaram no fator individual, a etapa complementar foi recheada de gols e lances emocionantes, com direito a dois gols do Apoel, que deixou sua marca em Santiago Bernabéu.

O Jogo – Apesar do início de jogo sem inspiração, o Real Madrid não demorou a se acertar e furar a retranca do adversário. Cuidadoso, o Apoel não saiu do campo de defesa nenhuma vez no primeiro tempo, tendo sempre sete jogadores na marcação pesada. A tática do técnico Ivan Jovanovic deu certo até que os talentos individuais do time merengue resolvessem brilhar.

Já no primeiro minuto de bola rolando, o inspirado português partiu com a bola dominada na entrada da área do Apoel e lançou para o meio do bolo, onde Higuaín cabeceou pela linha de fundo de Urko Pardo, substituto de Chiotis na meta cipriota. Apenas três minutos se passaram até que Kaká e Marcelo fizeram tabela no canto esquerdo da área, mas o chute do lateral foi desviado pela marcação do Apoel, que se enrolou na saída e viu Cristiano Ronaldo assustar com chute forte, mas pela linha de fundo.

Aos dez minutos, Marcelo recebeu passe de Pepe e cruzou no meio da área, onde nenhum atacante apareceu para cabecear e Urko Pardo saiu para fazer a defesa. O goleiro acabou deixando a bola escapar, mas William Boaventura estava pronto para despachar. O meio-campo reserva do Real Madrid criava oportunidades esparsas e sem muita eficiência.

Em busca do resultado positivo, o Real Madrid apostou nas jogadas individuais e abriu sua vantagem após boa chance desperdiçada. Em cobrança de falta, aos 26 minutos, Nuri Sahin levantou a bola na área do Apoel e Cristiano Ronaldo subiu mais alto que os marcadores para cabecear na parte de cima das redes de Pardo.

No lance seguinte, entretanto, sem escapatória: 1 x 0 para o Real Madrid. Marcelo recebeu novo passe de Pepe e partiu para cima da marcação. O cruzamento longo passou por dois atacantes do Real Madrid, mas não por Cristiano Ronaldo, bem posicionado na segunda trave. O português apenas completou para marcar o centésimo gol do trio Cristiano/Benzema/Higuaín na temporada e o primeiro do Real na partida.

Com mais de 70% de posse de bola, o Real Madrid não encontrava facilidades para penetrar a área do Apoel, mas também nem se esforçava tanto para isso. Com uma batida de fora da área, aos 36, ampliou o placar. Kaká recebeu passe de Marcelo antes da entrada da área, deu dois passos para a direita e bateu colocado, no ângulo do goleiro Pardo, ampliando a vantagem espanhola em Santiago Bernabéu.

Ainda no primeiro tempo, mais três lances provariam a inegável superioridade do Real Madrid. Logo após o gol, o camisa 8 tabelou com Cristiano Ronaldo e se apresentou outra vez para o chute. Novamente colocada, com curva, a bola bateu na trave e saiu pela linha de fundo. Poucos minutos mais tarde, Marcelo invadiu a área pela esquerda e, antes de a bola sair, cruzou para o meio da área. Ao invés de despachar, Pinto recuou para o goleiro Pardo, que não sabia o que fazer e viu a defesa do Apoel fazer o corte na base do desespero. No último lance, em uma das raras jogadas ofensivas, Charalambides cometeu erro bizarro em cobrança de escanteio, com direito a escorregão e bola saindo pela linha de fundo.

Com Callejón no lugar de Marcelo e disposto a segurar o placar sem desgaste para a sequência da Champions e também do Campeonato Espanhol, o Real Madrid não tomou a iniciativa e deixou o Apoel jogar. Pura caridade, já que a equipe cipriota passou todo o primeiro tempo reclusa no campo de defesa, e também não tinha muito entusiamo na etapa complementar.

Tudo começou a mudar depois de um lance inusitado, quando o zagueiro Paulo Jorge dividiu na área do Apoel e saiu de campo com a boca sangrando. Do lado de fora do gramado, levou a mão à boca e simplesmente retirou um dente. Para desespero dos médicos, atirou longe o pré-molar. Foi como um sinal para que o Apoel se aproveitasse e deixasse sua marca em Santiago Bernabéu.

Aos 20 minutos, depois de um chute fraco, o primeiro do Apoel na partida, Marcinho resolveu brilhar e iniciou boa troca de passes no meio-campo, à lá Barcelona. O último passe caiu nos pés do também brasileiro Gustavo Manduca, que chutou na saída de Casillas e diminuiu a conta. Tento histórico do Apoel, o primeiro da ‘reação’.