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A morte do jornalista que vestiu uma camisa LGBTQIA+ no Catar

Grant Wahl passou mal antes de Argentina x Holanda. No início da Copa, ele ganhou fama ao ser impedido de entrar em um estádio com as cores do arco-íris

Por Fábio Altman Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 10 dez 2022, 14h16 - Publicado em 10 dez 2022, 06h57

DOHA – O jornalista americano Grant Wahl, de 48 anos, passou mal na tribuna de imprensa do estádio Lusail, minutos antes do início do jogo entre Argentina e Holanda. Morreria logo depois, levado a um hospital próximo. Segundo seu agente, Tim Scanlan, Wahl dizia, há dias,  não estar dormindo direito. Ele mesmo chegou a postar nas redes sociais comentários sobre seu estado de saúde. O que parecia ser um resfriado comum, escreveu ele, “se transformou em algo mais grave” em torno de 3 de dezembro, quando os Estados Unidos enfrentaram a Holanda. “Senti pressão no peito e desconforto”, escreveu, informando que havia testado negativo para Covid-19. Foi a um serviço médico. Prescreveram antibióticos e recomendaram pelo menos 12 horas de sono durante alguns dias. Ele mesmo já havia lamentado o ritmo desumano de trabalho, com “apenas 5 horas diárias de sono”.

Wahl alimentava no Catar um blog e um podcast pessoais – depois de longa e bem sucedida carreira como jornalistas de grandes publicações e emissoras de televisão, como a revista Sports Illustrated, Fox Sports e CBS No início da Copa do Mundo, Wahl chamou a atenção por aparecer antes do jogo entre Estados Unidos e País de Gales vestindo uma camisa com as cores do arco-íris, em apoio aos direitos da comunidade LGBTQIA+. No Catar, a homossexualidade é considerada crime. Wahl, segundo seu próprio relato postado nas redes sociais, chegou a ser detido por agentes de segurança do estádio Ahmad bin Ali durante 25 minutos. A alegação: como a roupa tinha cunho político, ele não poderia usá-la. Um supervisor foi chamado e o jornalista pôde finalmente acompanhar a partida.

O irmão de Grant, Eric Wahl, artista plástico, disse em suas redes sociais que o irmão pode não ter morrido de causas naturais – embora não exista nenhuma constatação de que possa ter havido alguma violência e a embaixada dos Estados Unidos não considera a hipótese palatável. Eis o que disse Eric: “Meu nome é Eric Wahl. Sou o irmão do Grant. Sou gay. Eu sou a razão pela qual ele usou a camiseta do arco-íris na Copa. Meu irmão era saudável. Ele me disse que recebeu ameaças de morte. Eu não acredito que ele apenas morreu. Acho que ele foi morto. Apenas imploro por qualquer ajuda”.

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