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Salgueiro começa forte, mas perde fôlego no meio do desfile

Ao final da apresentação, escola ouviu gritos de 'é campeão', mas não deve ser desta vez

Por Fernando Molica, do Rio de Janeiro - 4 mar 2019, 03h37

Ao som do toque ritual de Xangô, o Salgueiro mostrou força ao entrar no sambódromo na madrugada desta segunda-feira, 4, no primeiro dia de desfiles do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro. O samba, um dos melhores do ano, ajudou a performance da escola, que parecia disposta a brigar com a Viradouro – até então, a melhor da noite.

A escola radicalizou ao tratar do tema – incluiu toques de atabaques na bateria e levou componente caracterizado como yaô, jovem iniciado no culto.

Para marcar a homenagem ao orixá da Justiça e surfar na onda do protesto que tanto sucesso fez em 2018, o Salgueiro incluiu alas que tratavam de lavagem de dinheiro e de punição de corruptos.

Ao trazer o enredo para o mundo dos mortais, a escola perdeu força. Os componentes também pareceram cansados – com medo de estourar o tempo, a escola apertou o passo na parte final do desfile e a bateria acelerou a batida.

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Ao final, arrancou alguns gritos de “É campeão!”, mas não deve ser desta vez.

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