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Funk com apologia ao estupro é excluído do YouTube e Spotify

'Só Surubinha de Leve' chegou a ter 14 milhões de visualizações e rendeu muita revolta nas redes sociais

Por Da redação - Atualizado em 17 jan 2018, 20h23 - Publicado em 17 jan 2018, 20h05

O funk Só Surubinha de Leve, de Mc Diguinho, foi excluído do YouTube e do Spotify após uma enxurrada de comentários de internautas nas redes sociais, apontando que a música fazia apologia ao estupro. Na letra, MC Diguinho fala das mulheres de forma bastante depreciativa, mas o verso mais polêmico defende que os homens devem deixar a mulher embriagada e depois violentá-la: “Taca a bebida, depois taca a pica e abandona na rua”.

O vídeo com o áudio da música chegou a ter cerca de 14 milhões de visualizações no canal Legenda Funk, antes de ser apagado. Ele segue em outros canais menores, com bem menos visualizações. No Soundcloud, onde chegou primeiro, a música está perto do primeiro milhão de audições.

No Spotify, a faixa lançada em setembro chegou ao topo do ranking Brazil Viral 50, lista dedicada aos sucessos nacionais do momento na plataforma de streaming. Em âmbito mundial, estava em nono lugar. “O catálogo do Spotify é abastecido por centenas de milhares de gravadoras, artistas e distribuidoras em todo o mundo. Eles são devidamente avisados sobre nossas diretrizes e são responsáveis pelo conteúdo que entregam”, informou a empresa em comunicado. Segundo a nota, ao constatarem o problema, eles entraram em contato com a distribuidora, que se comprometeu a retirar o conteúdo. A música, de fato, não pode mais ser ouvida no serviço.

O videoclipe oficial estava previsto para ser lançado às 21 horas desta quarta-feira. Mas, com as reações negativas nas redes sociais, não se sabe se o lançamento vai realmente acontecer. Além de usar os comentários para criticar a música e pedir respeito às mulheres, algumas pessoas publicaram vídeos com versões da canção em resposta.

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Sua música ajuda para que as raízes da cultura do estupro se estendam. Sua música aumenta a misoginia. Sua música aumenta os dados de feminicídio. Sua música machuca um ser humano. Sua música gera um trauma. Sua música gera a próxima desculpa. Sua música tira mais uma. Sua música é baixa ao ponto de me tornar um objeto despejado na rua. #feministart #feministartist #timesup

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(Com Estadão Conteúdo)

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