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‘Vídeo Show’: Zeca Camargo e a roubada do ano na Globo

Apresentador precisa rebolar (às vezes, literalmente) para atrair a audiência

Por Pollyane Lima e Silva, do Rio de Janeiro 30 abr 2014, 14h54

Zeca Camargo conhece quase cem países, culturas diferentes. Tem estrada também na TV, onde começou como VJ, e chegou ao topo dos programas ao vivo na emissora líder no país. Toda a experiência de vida do jornalista de 50 anos não evitou que ele caísse em uma tremenda roubada: o ‘novo’ Vídeo Show. Até pouco antes da estreia, em novembro passado, o apresentador mostrava-se fascinado com a nova empreitada, que o fez abandonar dezoito anos de Fantástico. Passados cinco meses, o que se vê é uma tentativa desesperada – dele e do diretor Ricardo Waddington – de barrar a queda brusca da audiência.

Waddington não foge do assunto. Assume a crise e admite que o programa será sempre ajustado ao gosto do público. Vale até buscar fórmulas consagradas em outros programas. O Vídeo Show, agora, quer encontrar um novo e jovem galã para as novelas da emissora, a exemplo do que Luciano Huck fez para descobrir Caio Castro, em um concurso promovido no Caldeirão. O Garoto Boogie Oogie será escolhido, primeiro, pela aparência física. O talento é secundário. “Se você tem uma ‘pinta’ de surfista dos anos 70, pode ganhar um papel na próxima novela das seis”, anuncia Zeca Camargo.

No palco, ele precisa topar tudo. E os artistas convidados já sabem que serão submetidos a algum tipo de mico ou constrangimento – como Flávia Alessandra, que ganhou uma festa por seus 40 anos sete meses antes de seu aniversário, sem qualquer explicação. A interação de Zeca com uma plateia foi anunciada como a grande novidade do programa para este ano, mas não agradou e o apresentador precisou voltar aos tempos de repórter. Com microfone em mãos, ele agora divide também espaço com Otaviano Costa e companhia, em uma segunda função na qual não parece tão à vontade.

A notícia boa: a produção já entendeu o que não serve. Zeca perdeu tempo de palco, dando mais espaço à equipe de repórteres para os bastidores. Também descobriram que não vale badalar tanto a tal ‘calçada da fama’, que antes tomava grande espaço e agora se resume a um registro no fim do programa. E o Novelão, que é uma espécie de Vale a Pena Ver de Novo bem mais resumido, ganhou seu espaço de volta. O consagrado Falha Nossa, prometeram eles, também pode ser reeditado.

Apesar da tentativa de resgatar alguns quadros, a pressão na emissora é para o Vídeo Show andar para frente. No “universo Globo”, o programa sempre teve o papel de falar dos bastidores, criar expectativa para novas atrações e badalar o elenco da casa. Grande parte desse trabalho agora se dá de forma mais direta, pela internet, nos sites de cada programa. Com trinta anos de exibição, o programa precisa agora encontrar um novo espaço.

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