Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Steven Yeun, o ator de ‘The Walking Dead’ que fez história no Oscar 2021

Após o sucesso na série de zumbis, o ator sul-coreano se estabelece como um dos nomes mais promissores do cinema em Hollywood

Por Felipe Branco Cruz Atualizado em 25 mar 2021, 17h01 - Publicado em 17 mar 2021, 12h04

Ao longo de sete temporadas, Glenn (vivido por Steven Yeun) foi um dos personagens favoritos da série apocalíptica The Walking Dead. Não à toa, sua brutal morte pelas mãos do vilão Negan (Jeffrey Dean Morgan), em 2016, causou uma forte queda na audiência, números que até hoje, em sua décima temporada, a série pena para reconquistar. Para Yeun, porém, a despedida do programa de zumbis foi uma baita oportunidade que o levou, nesta semana, a fazer história no Oscar, tornando-se o primeiro asiático a ser indicado na categoria de melhor ator da cobiçada estatueta. 

Assim como muitas pessoas que tentam a sorte em Hollywood, o ator de 37 anos mudou-se de uma cidade no interior dos Estados Unidos para Los Angeles em busca de seu sonho. Com uma dificuldade a mais: Yeun engrossava as estatísticas de imigrantes no país. Quando criança, em 1988, aos cinco anos, ele e a família deixaram a Coreia do Sul. Seu pai era arquiteto em Seul, mas, em uma viagem aos Estados Unidos, ele se apaixonou pelo país, onde se estabeleceu e abriu uma loja de cosméticos. O nome coreano de batismo do ator, Yeun Sang-yeop, foi alterado para Steven pelos próprios pais quando eles chegaram na América, dado em homenagem a um médico que conheceram no país. 

Logo em seu primeiro ano em Los Angeles, em 2010, aos 27 anos, ele fez um teste para interpretar um personagem com traços asiáticos em The Walking Dead, oportunidade que o fez famoso nos diversos países que exibem a série. A bem-sucedida carreira na TV, porém, nem sempre significa um passaporte para o sucesso nos cinemas. Após deixar a série, Yeun poderia ter se juntado ao grupo de atores que jamais conseguiram se desvencilhar de seus personagens antigos, especialmente por sua etnia. Diferentemente de astros sul-coreanos populares nos Estados Unidos, como John Cho, Daniel Dae Kim, Margaret Cho e Sandra Oh, Yeun destinou seus esforços a filmes de seu país natal, em vez de buscar papéis em histórias ocidentais. O caminho até o Oscar foi então pavimentado pela boa fase das produções e de diretores sul-coreanos, como Okja (2017), de Bong Joon-ho (diretor do aclamado Parasita), e em Em Chamas (2018), de Lee Chang-dong. 

No filme que lhe garantiu a indicação ao Oscar, Minari – Em Busca da Felicidade (ainda inédito no Brasil), Yeun interpreta o pai de uma família que deixa a Coreia do Sul nos anos 1980 em busca de oportunidades em uma cidade rural do Arkansas, nos Estados Unidos. Embora dramático, o filme conta com divertidíssimos momentos protagonizados pelo jovem ator Alan Kim, que interpreta um menininho em conflito de identidade, ora pendendo para suas raízes coreanas, ora para a cultura do novo país. No meio disso tudo, entra sua avó, uma simpática senhora, debochada e desbocada, que se diverte irritando o garoto.

Steve Yeun em cena do filme 'Minari'
Steven Yeun em cena do filme ‘Minari’ //Divulgação

A trama guarda semelhanças com a vida real do ator, que também deixou Seul com sua família nos anos 1980 para tentar a vida na América do Norte: primeiro no Canadá, depois em Troy, no estado do Michigan, nos Estados Unidos. Em casa, a família só falava em coreano, o que ajudou Yeun a manter firme suas raízes com o país de origem. O roteiro, no entanto, foi baseado na vida do diretor, Lee Isaac Chung: prova de que a história não se resume a uma experiência isolada.

Com seis indicações ao Oscar, Minari é um dos favoritos da premiação deste ano, concorrendo nas categorias de melhor filme, atriz coadjuvante (Yuh Jung-Youn), direção, roteiro original, trilha sonora original, além de ator, para Yeun. Singelo e delicado, Minari é a antítese da violência e da brutalidade de The Walking Dead — e o atestado definitivo do talento em ascensão de Yeun.

Continua após a publicidade


Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês