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Showrunner de Bridgerton fala a VEJA sobre mudança polêmica e do futuro da série

Jess Brownell explicou decisão de transformar a história de Francesa em romance lésbico

Por Kelly Miyashiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 fev 2026, 18h25 • Atualizado em 27 fev 2026, 19h22
  • Bridgerton encerrou sua quarta temporada com a estreia dos últimos quatro capítulos na quinta-feira, 26, com o final feliz de Sophie (Yerin Ha) e Benedict (Luke Thompson), além de mostrar o desfecho trágico de John Stirling (Victor Alli) e Francesca (Hannah Dodd), que acabou viúva. Em entrevista a VEJA, a showrunner da série criada por Shonda Rhimes, Jess Brownell, falou sobre os desafios no desenvolvimento da história de amor dos protagonistas e do que o futuro reserva para os próximos passos da série.

    Confira:

    Na quarta temporada, tivemos a história de Sophie e Benedict, e foi interessante ver a série destacar o ponto de vista dos empregados. Como surgiu a ideia de contar a temporada pela perspectiva da criadagem? Como nossa protagonista é uma criada, então pareceu importante entender mais sobre o mundo “de baixo”, desses serviçais, além da experiência da própria Sophie. Estamos passando mais tempo com a equipe da casa Bridgerton, com a Sra. Varley (Lorraine Ashbourne) na casa Featherington e também com a equipe da casa Penwood. Isso nos permitiu contar uma diversidade de histórias para que a experiência da Sophie não fosse a única representada.

    Especialmente porque são personagens carismáticos que sempre estiveram à margem, certo? Sim, especialmente na casa Bridgerton. Temos atores incríveis interpretando a Sra. Wilson (Geraldine Alexander), o lacaio John (Oli Higginson), que tiveram poucas falas nas últimas temporadas. Foi emocionante pedir que eles dessem um passo à frente e fizessem mais no show. São todos atores fantásticos.

    O livro de Benedict, Um Perfeito Cavalheiro, é o único da saga escrita por Julia Quinn que é baseado em um conto de fadas clássico, o da Cinderela. Houve desafios ao adaptar isso para a tela, sabendo que é uma história reproduzida de tempos em tempos? O romance de Julia Quinn já dá um toque diferente à Cinderela clássica. É a história de uma criada humilde que se apaixona por alguém acima de sua posição, mas a Sophie do livro é muito mais resiliente, ela luta o seu próprio caminho em vez de apenas esperar ser salva pelo príncipe. Ela é decidida e reage. Nós nos baseamos nisso para garantir que não fosse apenas Sophie esperando por Benedict, mas também uma história de Benedict tendo que ser digno dela.

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    Bridgerton é ousada desde o início ao abordar uma diversidade étnica e a comunidade LGBTQIAP+. Isso se traduz na bissexualidade de Benedict na série. Houve preocupação de como esse aspecto pudesse afetar o relacionamento dele com Sophie? O fato de Benedict ser sexualmente fluido sempre será parte de sua identidade, mesmo que ele termine em um relacionamento de aparência heterossexual. Para esses dois personagens — ou quaisquer duas pessoas — você não pode conhecer alguém de verdade e estar apaixonado sem revelar a plenitude de quem você é. Sem dar spoilers, eu esperaria que, para ser um parceiro verdadeiro para Sophie, ele quisesse que ela soubesse sobre sua queerness (identidade queer).

    Qual foi a parte mais desafiadora de filmar esta temporada em comparação com as outras? O desafio foi encontrar o limite na representação do mundo dos servos. Não queríamos glorificar o que significava ser um servo, mas ainda é Bridgerton, então precisávamos manter o tom de ludicidade e beleza. Diferenciamos as casas: na casa Bridgerton, por serem patrões carinhosos, é um mundo confortável. Já na casa Penwood, onde Lady Penwood (Araminta, interpretada por Katie Leung) não é tão gentil, o sentimento é diferente.

    Quando a 3ª temporada revelou que o interesse amoroso de Francesca seria Michaela (uma mulher), muitos fãs dos livros reagiram negativamente. Como foi para você manter essa decisão? Eu mantenho a decisão. Bridgerton construiu seu nome sendo um universo inclusivo. O romance é uma fantasia e é justo que o público queer se veja representado, da mesma forma que permitimos isso a tantas outras pessoas.

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    Analisando a série, a personagem de Eloise parece mais queer do que a de Francesca. Por que a decisão de seguir esse caminho com Francesca em vez de Eloise? Uma parte central de Eloise é que ela se opõe ao casamento, ela não tem interesse nisso como suas colegas. Mas isso não precisa necessariamente significar que ela é queer. Eu já vi representação queer em personagens como Eloise com muito mais frequência, mas não vi tanto em personagens como Francesca, especialmente em peças de época. É interessante representar todos os tipos de pessoas queer. Só porque Eloise parece uma escolha óbvia, talvez seja um dos motivos pelo qual é menos interessante explorar uma história queer com ela.

    Foi interessante ver Violet (Ruth Gemmel) tendo uma história além de casar os filhos, com um novo interesse amoroso que não existe nos livros. Por que é importante mostrar esse amor maduro? Bridgerton é sobre o amor em suas várias formas. Assim como a série é inclusiva em termos de raça e sexualidade, acho importante mostrar que pessoas fora dos 20 anos também têm vidas amorosas e interesse em intimidade. Fiquei muito animada por Violet ter sua própria vida privada nesta temporada.

    As temporadas 5 e 6 já estão confirmadas. O que você pode nos contar sobre o futuro e o desenvolvimento dos personagens? Algo que me anima nas temporadas 5 e 6 é que, após o foco nos irmãos Bridgerton nas últimas temporadas, chegou a hora de voltarmos o foco para as irmãs Bridgerton. Os fãs podem esperar por isso.

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    Há dificuldade em trazer de volta protagonistas de temporadas anteriores (como Daphne e Anthony)? Sempre nos esforçaremos para incluir os protagonistas anteriores, mas a natureza do show é que o foco muda não apenas para os novos líderes, mas para os personagens que serão protagonistas no futuro. Sempre receberemos nossos antigos protagonistas de braços abertos.

    O spin-off da Rainha Charlotte foi um grande sucesso. Você planeja outros, talvez para Lady Danbury? No momento, meu foco criativo é contar as histórias dos oito irmãos Bridgerton, o que me manterá ocupada por muito tempo. Um spin-off seria uma decisão da Shonda Rhimes, mas eu certamente assistiria e ficaria animada para ver onde ela focaria.

    Confira a entrevista do elenco de Bridgerton a VEJA:

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