Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Oscar 2020: ‘Parasita’ faz história em noite de poucas surpresas

Filme sul-coreano superou o outro favorito '1917', enquanto categorias de atuação ficaram no lugar-comum

Por Raquel Carneiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 10 fev 2020, 13h05 - Publicado em 10 fev 2020, 02h29

Parasita, quem diria, foi o dono da noite no Oscar 2020. O filme sul-coreano já figurava entre os favoritos da premiação, porém, tinha no seu encalço a superprodução 1917 —  uma extravagância técnica de guerra, tema queridinho da Academia de Hollywood. Imaginava-se, então, que Parasita ficaria feliz com o troféu de melhor filme internacional —  e talvez mais um, de diretor para Bong Joon Ho. O cineasta, porém, subiu quatro vezes ao palco para agradecer as vitórias nas categorias de melhor roteiro original, melhor diretor, filme internacional e melhor filme. Assim, Parasita fez história ao se tornar o primeiro longa totalmente em língua não-inglesa e sem coprodução com Estados Unidos ou Inglaterra a conquistar a principal categoria —   O Artista, em 2011, por exemplo, era uma coprodução da França com Estados Unidos e não tinha falas, apenas legendas. Parasita, aliás, é também o primeiro filme da história da Coreia do Sul a levar um Oscar.

Em um momento de emoção, Bong Joon Ho prestou uma homenagem a Martin Scorsese, na plateia. “Quando eu estudava cinema, uma frase marcou meu coração, que é: ‘o mais pessoal é o mais criativo’. Essa frase é do grande Martin Scorsese.” Após Scorsese ser ovacionado, Joon Ho continuou a elogiar os concorrentes da noite: “Eu estudei todos os filmes de Scorsese. Só de ser indicado já foi uma honra, ganhar então, nunca imaginei. Quando os Estados Unidos não conheciam meus filmes, Quentin [Tarantino] já os indicava como favoritos. Obrigada, Quentin”. Por fim, sugeriu cortar o Oscar em cinco, para dividir com os colegas, lista que ficava completa com Todd Phillips e Sam Mendes, de Coringa e 1917, respectivamente.

Atuações sem surpresas

Se Parasita foi a boa surpresa da noite, as categorias de atuação ficaram em um lugar bastante previsível. Brad Pitt e Laura Dern levaram os prêmios de coadjuvantes, por Era uma Vez em… Hollywood e História de um Casamento, respectivamente. Renée Zellweger conquistou seu segundo Oscar de melhor atriz, com o filme Judy – Muito além do Arco-Íris, enquanto Joaquin Phoenix levou o de melhor ator por Coringa.

O quarteto conquistou as mesmas categorias em todas as principais premiações prévias ao Oscar – tanto que já haviam esgotado seus discursos: Pitt não tinha mais piadas sobre a solteirice, enquanto Phoenix repetiu seus protestos contra o racismo e o machismo, e em prol do planeta, também feitos em outras cerimônias. Repetindo a piadinha de Joon Ho, outro astro que gastou a lista de agradecimentos ao longo da temporada de prêmios: “agora posso beber até de manhã e descansar”.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

O Brasil está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou

Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.