Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Kanye West é humilhado nas urnas — e mira nova tentativa em 2024

Rapper conseguiu cerca de 60 mil votos, mas não passou de 0,4% em nenhum dos estados em que conseguiu chegar às urnas

Por Amanda Capuano 4 nov 2020, 16h50

Não se fala em outra coisa nesta quarta-feira, 4, além da acirrada disputa entre Donald Trump e Joe Biden nas urnas americanas, ainda sem um vencedor definido. Em meio à tensão da contagem de votos, o rapper Kanye West, que colocou-se como candidato independente na corrida presidencial deste ano, mal esperou o resultado da apuração e já declarou sua participação no páreo de 2024, já que seu desempenho em 2020, como esperado, nem fez cócegas.

Depois de anunciar a candidatura pelo Twitter em 4 de julho, dia da independência americana, West lançou-se na corrida presidencial contra todas as expectativas da opinião pública. A candidatura tardia o fez perder diversos prazos. Assim, West aparece na cédula de votação em apenas 12 dos 50 estados americanos e, em nenhum deles, chegou aos 0,5% — seu melhor desempenho foi em Idaho, Oklahoma e Utah, todos com vitória republicana, com 0,4% em cada.

Há algum tempo, o cantor afirmou que entraria no páreo em 2024, mas antecipou a investida para 2020 seguindo supostos “sinais divinos”. Chegou-se, inclusive, a cogitar que sua participação fosse uma estratégia para roubar votos de Biden e favorecer Trump, de quem é um ferrenho apoiador — como uma espécie de cavalo de troia do republicano. Com a apuração apertada, não é de se descartar que os décimos de Kanye fizessem diferença na batalha pelos delegados, mas seu nome mal chegou às cédulas de estados chaves como Flórida, Pensilvânia e Michigan, o primeiro com vitória republicana e os dois últimos ainda em apuração.

Até a amanhã desta quarta-feira, 4, Kanye havia recebido cerca de 60.000 votos nacionalmente, entre eles o seu próprio, como divulgado em uma foto no Twitter. Se comparado aos milhões de votos computados, o número é ínfimo, mas uma bizarrice dada a aleatoriedade da candidatura, marcada por um fundamentalismo religiosos quase delirante.

Continua após a publicidade
Publicidade