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Glenn Close sobre ser esnobada pelo Oscar: “Não trabalho por prêmios”

Aos 75 anos, a atriz americana fala sobre o desafio de interpretar uma agente do Mossad na série 'Teerã', da Apple TV+

Por Raquel Carneiro Atualizado em 13 Maio 2022, 15h58 - Publicado em 13 Maio 2022, 06h00

Da vilã da Disney Cruella De Vil à amante obsessiva de Atração Fatal, seu currículo é diversificado — mas não continha nada como a série Teerã, thriller de espionagem israelense que acaba de chegar à segunda temporada. Como foi a experiência? Foi justamente isso que me atraiu: o fato de eu nunca ter feito nada parecido. Nunca fui uma agente do Mossad infiltrada no Irã, nem tive de aprender uma língua tão complexa como o persa. A produção televisiva israelense está em alta.

Sobre o persa, aprendeu a falar a língua ou era tudo atuação? Um pouco de cada. Eu fiz aulas de persa com um professor iraniano. Mas tínhamos apenas dois meses e não dava para ficar fluente. Ele me ajudou a decorar a pronúncia a ponto de parecer uma nativa.

Essa dedicação é uma das razões pelas quais a senhora foi indicada oito vezes ao Oscar — porém, sem vitórias. Como se sente em relação a isso? Sou atriz há 46 anos. Já aprendi de tudo nesse ofício, mas ainda sou curiosa e apaixonada. Não trabalho por prêmios. Para mim, é uma honra estar no mesmo ambiente que alguns dos maiores talentos do planeta. Ganhando ou não, é mais importante ser reconhecida como uma das cinco atuações femininas que marcaram as pessoas em determinado ano. Isso é suficiente.

Recentemente, a senhora se abriu sobre como ter crescido em uma seita religiosa cristã, a Re-Armamento Moral, da qual seus pais eram adeptos, afetou sua saúde mental. Por que resolveu falar sobre isso? Certo dia, minha irmã me disse que estava tendo pensamentos suicidas. Aos 50 anos de idade, ela foi diagnosticada com transtorno bipolar. Começamos a dar atenção à nossa saúde mental e a falar sobre isso. Essa experiência religiosa afetou toda minha vida e minhas relações.

Como é hoje sua relação com a religião? É difícil. Cresci na cristã anglicana. Hoje, não frequento nenhuma igreja, embora me ache uma pessoa espiritualizada. Boa parte das guerras foram, de alguma forma, motivadas pela religião e isso me incomoda muito.

A crise do Oriente Médio, aliás, é envolta em razões religiosas. Com Teerã, a senhora se aprofundou nesse tema? Sim. Eu li muito sobre o assunto. Na nossa equipe havia vários iranianos. As razões da crise lá são variadas e históricas. Nessa pesquisa, também me encantei pela cultura e beleza do Irã. Pena que se tornou um país que não me sinto confortável em visitar.

Publicado em VEJA de 18 de maio de 2022, edição nº 2789

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