Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

Em novo disco de Harry Styles, o instrumental é o verdadeiro astro

VEJA ouviu com antecedência o álbum ‘Kiss All The Time. Disco, Ocasionally’, que chega às plataformas de streaming na próxima sexta-feira, 6

Por Bárbara Bigas 4 mar 2026, 09h00 • Atualizado em 4 mar 2026, 09h10
  • Desde As It Was, o principal hit de Harry’s House, último álbum do britânico Harry Styles, o cantor deixa bem claro o seu gosto pela música dos anos 1980. Agora, em seu novo trabalho Kiss All The Time. Disco, Ocasionally disponível nas plataformas de streaming a partir de sexta-feira, 6 de março —, ele dedica o maior espaço possível a essa paixão.

    Longe da banda One Direction desde 2015, Harry Styles foi o mais bem-sucedido do grupo em carreira solo. Seu primeiro disco, autodenominado, de 2017, surpreendeu o público e a crítica pela abordagem madura e com influências bem executadas do britpop. O prestígio absoluto veio com Fine Line, de 2019, que na primeira semana de vendas quebrou o recorde de vendas nos Estados Unidos para um álbum de artista solo masculino do Reino Unido, categoria que não tinha números tão relevantes desde 1991.

    Capa do disco 'Kiss All The Time. Disco, Occasionally', de Harry Styles
    Capa do disco ‘Kiss All The Time. Disco, Occasionally’, de Harry Styles (Sony Music/Divulgação)

    Três anos depois, em Harry’s House, a sensualidade e romantismo latentes de Fine Line foram deixados de lado para dar espaço a sub gêneros como o city pop e o synth pop, ferozes na década de 1980, principalmente. A escolha parece se repetir em Kiss All The Time. Disco, Ocasionally, cuja música de abertura Aperture – literalmente “abertura”, em inglês – já dita a atmosfera geral do álbum: explosivo na medida certa e com uma saudação ao eletrônico. Tudo isso feito de forma absolutamente sutil, com Styles juntando uma série de elementos que fazem do instrumental do álbum a sua parte mais interessante, como os sons frenéticos e repetitivos ao fundo, os vocais abafados e com uma pitada de reverb, o BPM rápido e linhas de bateria intensas.

    Seus vocais são pouco audaciosos — não há nada como as notas estridentes de Sign of The Times — e quase sempre soam como o acompanhamento do instrumental. A maior parte das músicas se mantém fiel a esta abordagem, priorizando sons eletrônicos ao invés de instrumentos convencionais para acompanharem a melodia. Em The Waiting Game, sexta faixa do disco, o refrão é tomado pela presença de sintetizadores soando como instrumentos de cordas. Na faixa Pop, o sintetizador se destaca novamente, acompanhando os vocais de Styles com uma execução bastante aguda. 

    Continua após a publicidade

    No geral, o novo disco de Styles é uma leitura atenta ao ambiente do pop atual. Após o sucesso de Brat, de Charli XCX  e do intenso Virgin, de Lorde, a música eletrônica – ou variações dela – tem se fundido cada vez mais ao pop e provando formar uma combinação para lá de interessante. Apesar disso, o britânico não se joga de cabeça nessa tendência: momentos como Taste Back e Paint By Numbers ainda são doces e emotivos, o que deve agradar os fãs mais puristas, ainda órfãos das músicas mais melosas da boy band que começou tudo.

    Acompanhe notícias e dicas culturais nos blogs a seguir:

    • Tela Plana para novidades da TV e do streaming
    • O Som e a Fúria sobre artistas e lançamentos musicais
    • Em Cartaz traz dicas de filmes no cinema e no streaming
    • Livros para notícias sobre literatura e mercado editorial
    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).