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‘Dona Beja’: a história real por trás da ousada novela da HBO Max

Trama narra a história de adolescente sequestrada que fundou bordel depois de retornar para o interior de Minas Gerais e ser hostilizada

Por Amanda Capuano Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 fev 2026, 16h38 • Atualizado em 2 fev 2026, 16h40
  • Recém lançada pela HBO Max, Dona Beja narra a vida ousada de Ana Jacinta de São José, mulher que existiu na vida real e escandalizou a sociedade brasileira ao fundar um bordel e se prostituir aos olhos de todos. A história já fora adaptada uma vez no folhetim homônimo da extinta TV Manchete, e acaba de ganhar uma versão protagonizada por Grazi Massafera no streaming, com cinco capítulos liberados semanalmente, chegando a 40 no total.

    Para contar a história, a obra se baseia em de dois livros: Dona Beja: A Feiticeira do Araxá, de Thomas Othon Leonardos (1906-1990), e A Vida Em Flor de Dona Beja, de Agripa Vasconcelos (1896-1969). Segundo os escritos, Ana Jacinta chegou com sua família na cidade de Araxá, Minas Gerais, quando tinha 5 anos. Conforme foi crescendo, foi reconhecida como a moça mais bonita da região por causa de sua pele clara, cabelos loiros e olhos claros. Seu avô lhe deu o apelido de Beja por dizer que sua beleza era rara como a da flor beijo.

    Na adolescência, se encantou por Manoel Fernando Sampaio, mas, aos 15 anos, foi raptada por Joaquim Inácio Silveira da Motta, um homem de confiança do rei que a forçou a assumir o papel de amante. A jovem ficou nessa situação de abuso por dois anos, até que o imperador Dom João VI exigiu o regresso de Joaquim para o Rio de Janeiro sem Ana, que precisou voltar para Araxá.

    Na cidade mineira, Ana Jacinta passou a ser julgada pelas mulheres provincianas, que a consideravam impura diante do abuso, levando a moça a ser marginalizada e desprezada naquele ambiente conservador. Com o dinheiro que ganhou de Joaquim, ela construiu uma casa grande no campo e decidiu fundar um bordel. Para se vingar das mulheres que a desprezavam, adotou o apelido de Dona Beja e passou a se prostituir no local batizado de Chácara do Jatobá, deitando-se com todos os homens casados da cidade.

    Primeiro e único amor de Ana, Manuel apareceu no bordel um certo dia, e os dois iniciaram um romance que resultou em uma gravidez. Acostumada à sua liberdade, ela não deixou de ter seus amantes e engravidou novamente, de outro homem. Assim, Dona Beja acabou deixando Araxá com as duas filhas e se tornou empresária de diamantes em Bagagem, outra cidade de Minas Gerais. Lá, ela viveu luxuosamente e feliz até morrer de nefrite.

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