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Como a beleza de Ethan Hawke quase impediu filme de sair do papel

Astro de Hollywood precisou esperar mais de uma década para estrelar longa indicado ao Oscar

Por Amanda Capuano Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 fev 2026, 08h10 • Atualizado em 3 fev 2026, 08h59
  • Nono filme da frutífera parceria entre Ethan Hawke e Richard Link­later, Blue Moon narra o fim decadente do compositor Lorenz Hart, mas quase não saiu do papel por um motivo inusitado: Hawke era “bonito demais” para o papel, e precisou esperar 12 anos para ficar “menos atraente”.

    O caso foi contado pelo ator durante um evento do Festival de Veneza, e divertiu o público. “Ele disse, ‘Você ainda é atraente demais. Precisamos esperar até que você seja um pouco menos atraente’. Eu fiquei tipo, ‘Do que você está falando?’ E ele disse, ‘Apenas confie em mim. Vamos colocar isso na gaveta e a de poucos em poucos anos lemos novamente e vemos se estamos prontos ou não’.”, relatou Hawke.

    O ator disse ainda que, quando Linklater ligou para ele para contar que o filme, enfim, sairia do papel, mandou o diretor para o inferno, com bom humor, já que isso significava que ele não era mais bonito demais. Isso porque, Hart era um homem franzino, de baixa estatura, calvo e com muito mais rugas do que as exibidas pelo astro de Holly­wood anteriormente.

    Qual é a história de Blue Moon?

    A noite de 31 de março de 1943 foi daquelas que definem uma vida para Lorenz Hart (Ethan Hawke). Lendário letrista da Broadway, o compositor desfrutou de 25 anos de parceria com Richard Rodgers (Andrew Scott), com quem compôs 28 musicais e clássicos como Blue Moon, que intitula o longa de Richard Link­later indicado ao Oscar. Naquela noite, Hart (1895-1943) assistira a Rodgers (1902-1979) desgarrar-se da parceria e estrear seu musical de maior sucesso, Oklahoma!, ao lado de Oscar Hammerstein II (1895-1960). Juntos, os dois revolucionaram a Broadway — enquanto Hart teve fim trágico.

    Ambientado durante poucas horas de uma única noite, o longa estrelado por Hawke retrata a vida do compositor de maneira peculiar: seguindo o formato de clássicos como Meu Jantar com André (1981), do francês Louis Malle, o filme se passa quase inteiramente dentro do mesmo espaço, em um bar em Nova York para onde Hart vai afogar as mágoas depois de assistir ao novo trabalho de Rodgers.

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