O roteiro a seguir, com dez estabelecimentos, integra a edição de VEJA COMER & BEBER CURITIBA 2017/2018:
Officina Restô Bar: a melhor carta de drinques eleita pelo júri
Os melhores drinques da cidade, segundo o júri de VEJA COMER & BEBER, saem das coqueteleiras do bartender paulistano Diego Bastos, de 28 anos. Radicado na capital paranaense desde os 5, ele serve cerca de trinta coquetéis autorais e uma dezena de clássicos. Do primeiro grupo, chamam atenção o basil mint, ótima junção de gim Tanqueray, manjericão, hortelã e xarope artesanal de maçã e de limão (R$ 37,00), e o orlando, que leva bourbon Bulleit, xarope de açúcar, bitters, água tônica e sucos de gengibre e de limão-siciliano (R$ 35,00). O rosé quartz, uma das cinco versões do gim-tônica assinadas por Bastos, é vendido como se fosse água. Combina gim Tanqueray, redução de vinho rosé e limoncello, zimbro, manjericão e água tônica (R$ 35,00). Cerca de 3 500 drinques são consumidos todos os meses na casa, decorada com luminárias de latão, banquetas altas de metal e uma infinidade de lâmpadas charmosas. A clientela é formada principalmente por jovens bem- arrumados, na faixa dos 30 anos, interessados em beber e comer com estilo. Por falar nisso, não deixe de provar a coxinha de pato com geleias de pimenta e tangerina (R$ 39,00) e a porção de steak tartare (R$ 33,00), para partilhar. Alameda Doutor Carlos de Carvalho, 1154, centro, (41) 3402-0986 (89 lugares). 18h/23h30 (seg. até 22h30; sex. e sáb. até 0h30; fecha dom.). Aberto em 2014.
2º lugar: Ginger Bar
Sim, só quem tem a senha da semana pode entrar nesse bar que fica escondido por uma cortina vermelha nos fundos da galeria Ponto de Fuga. Mas para descobri-la basta entrar em contato com a casa por meio de suas redes sociais e pedir a palavra-chave da noite. Inspirado nos bares speakeasy da época da Lei Seca americana, o ambiente é iluminado por velas e lâmpadas fraquinhas e decorado com mesas, bancos e cadeiras de vários tipos (uma delas é um balanço atado ao teto). Disposta sobre o balcão, uma banheira infantil da década de 30 abriga uma horta na qual crescem tomilho, hortelã, manjericão e alecrim, usados no preparo dos drinques. Há cerca de cinquenta deles listados no cardápio, a maioria à base de gim. O nosferato combina o destilado com soda, bitter de menta e grenadine (R$ 19,00), enquanto o bridesmaid une a bebida a soda, syrup, Angostura e Gengibirra (R$ 18,50). Um dos mais pedidos, o brutas reúne gim, aperol, Gengibirra e cereja (R$ 17,00). Os valores listados consideram o uso do gim nacional Seagers, mas os coquetéis podem ser preparados com quinze outras marcas, como a Tanqueray, produzida na Escócia, o que aumenta o preço em R$ 6,00. A cozinha expede acepipes acertados como o tartare vegetariano, feito com beterraba e tomate e acompanhado de chips de batata (R$ 23,00), e os huevos rotos, uma porção de batatas fritas com linguiça blumenau coberta por dois ovos estrelados (R$ 19,00). Tome nota: às quintas, a clientela é surpreendida por uma performance secreta, como um número de dança, por exemplo. Rua Saldanha Marinho, 1220, centro, (41) 99122-2327 (50 lugares). 19h/2h (fecha dom. e seg.). Aberto em 2017.
3º lugar: Ananã Coquetéis
Dos drinques preparados para beber na hora ou levar, o madame furacão, o cadência bonita e o tarô têm o mesmo preço: R$ 12,00 cada um, todos derramados em copo de 300 mililitros. O último é feito de vermute, gengibre, canela, limão e absinto. Um aviso importante: a especialidade da casa está restrita à coquetelaria e não há cardápio de comida. Rua Inácio Lustosa, 341, São Francisco (20 lugares). 16h/1h (dom. até 22h; fecha seg. e ter.). Aberto em 2017.
Canô Restô Bar
Para os salões e o quintal, a cozinha envia receitas de matriz baiana e execução caprichada. A porção de miniacarajés recheados de vatapá, caruru e camarão custa R$ 37,80 (seis unidades). O bar também se esmera na confecção dos drinques. É campeã de audiência a mistura de cachaça Amburana com limoncello, xarope de açúcar demerara e Martini extrasseco (R$ 22,00). Rua Mateus Leme, 787, São Francisco, (41) 3085-9148 (124 lugares). 18h/0h (sex. e sáb. até 1h). Aberto em 2016. Aqui tem iFood.
Cleriquot
O coquetel que leva o nome da casa mistura licor Cointreau, espumante e pedaços de acerola, morango e maçã verde (R$ 92,00 a jarra; R$ 30,00 a taça). A carta de bebidas tem uma seção dedicada a champanhes e espumantes, como o Moscatel (R$ 95,00), da marca curitibana Muf’s. Para petiscar, o trio de bolinhos de foie gras e cebola caramelada ao vinho mais crocante de alho-poró custa R$ 30,00. Alameda Dr. Carlos de Carvalho, 1262, (41) 3018-7049 (180 pessoas). 19h/0h30 (sáb. e dom. a partir das 15h; fecha seg. e ter.). Aberto em 2017.
Izakaya Hyotan
Típico izakaya com balcão virado para o barman, foca drinques e aperitivos quentes da culinária japonesa. Os espetinhos yakitori, de sobrecoxa de frango ao molho tarê (R$ 8,00), e asparamaki, de aspargo enrolado no bacon (R$ 10,00), surgem ao lado de coquetéis caprichados como o tamatori, à base de shochu, água de flor de laranjeira e suco de laranja (R$ 30,00). Alameda Augusto Stellfeld, 1281, Batel, (41) 3224-1910 (20 lugares). 18h/23h (fecha seg. e dom.). Aberto em 2015.
Ponto Gin
Neste bar especializado em coquetéis à base de gim, uma banda de jazz dá o tom enquanto o público estuda as mais de quinze receitas da carta. No buck buck mule, o gim junta-se a jerez fino, limão-taiti, suco de pepino e soda (R$ 20,00); no chamado número 7, o destilado incorpora limão-siciliano, iogurte artesanal e soda (R$ 26,00). A casa não tem cozinha. Rua Coronel Dulcídio, 739, loja 5, Shopping Hauer, Batel (40 lugares). 18h/1h (ter. e qua. até 0h; dom. até 23h30). Aberto em 2017.
TAJ (e TAJ Pharmacy)
A cozinha expede especialidades asiáticas. O nasi goreng (arroz frito) com cubos de filé-mignon, vegetais salteados, broto de feijão, alho-poró crocante e castanha-de-caju custa R$ 39,90. Dentro do bar funciona também o TAJ Pharmacy, uma estação de coquetelaria que faz oito tipos de drinque por noite. Quem pede o pharmacy book (uísque, rum, vinho do Porto e aroma de framboesa e canela defumada) recebe uma garrafa de 100 mililitros encaixada dentro de um falso livro (R$ 24,90). Rua Bispo Dom José, 2302, Batel (482 lugares). 17h30/02h. Aberto em 2004.
Tokyo-u
Uma porta nos fundos do restaurante japonês Miyako leva ao bar. O balcão em U põe todo mundo de frente para o barman, que prepara favoritos como o moscow mule (R$ 10,00) e o negroni (R$ 14,00). Pouco óbvio, o sangue de virgem contém gim, suco de limão, tônica e calda de hibisco caseira (R$ 18,00). Entre os petiscos de identidade oriental, o tempurá de camarão custa R$ 10,00. Avenida Pres. Getúlio Vargas, 1011, Rebouças, (41) 3223-6532 (60 lugares). 19h/23h20 (sex. e sáb. até 1h; fecha seg. e dom.). Aberto em 2014.
Vox
O tom é dado pelo clima de balada, os drinques e os petiscos, como o beliscão de carne (R$ 35,00). São 350 gramas de cubos de filé-mignon para comer com pão e maionese. Sugestão refrescante na beberagem, a mimosa (espumante e suco de laranja) disputa um lugar no copo com o moscou mule (vodca, gengibirra e xarope de gengibre). Cada um custa R$ 24,00. Rua Barão do Rio Branco, 418, centro, (41) 3233-8908 (700 pessoas). 21h/7h (qui. até 1h; fecha dom., seg., ter. e qua.). Aberto em 1998.
O número que pode azedar o sonho eleitoral de Lula em 2026
Risco de interferência de Trump no Brasil existe, mas não da maneira óbvia, diz especialista
Em decisão sigilosa, PGR arquiva investigação sobre segredos de Lula e Janja no Planalto
Após Trump ameaçar invasão, Sheinbaum rebate e pede ‘coordenação’ México-EUA
O novo (e doloroso) revés contra Wagner Moura rumo ao Oscar







