‘Arque com as consequências’: o motivo da ameaça de Donald Trump à Netflix
Presidente dos Estados Unidos disparou contra a gigante do streaming nas redes sociais
Neste sábado 21, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump intimou a Netflix demitir a democrata Susan Rice de seu conselho. Em publicação feita em seu perfil na plataforma Truth Social, o republicano alertou que a gigante do streaming deverá “enfrentar as consequências” caso a especialista em política externa não seja removida da equipe que está lidando com a batalha judicial pelo controle da Warner Bros Discovery (WBD).
Conselheira de segurança nacional durante o governo de Barack Obama e ex-embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Rice alertou que os democratas tomariam medidas contra empresas que “se ajoelham” diante de Trump. Em resposta, o presidente a descreveu como uma “oportunista política”, além de acusá-la de não possuir “nenhum talento ou habilidade”.
“A Netflix deveria demitir a racista e obcecada por Trump Susan Rice imediatamente, ou enfrentar as consequências. Ela não tem talento nem habilidades — é puramente uma operadora política!”, escreveu o republicano ao republicar uma postagem da influenciadora de direita Laura Loomer no X (antigo Twitter) que o incentivava a “matar agora a fusão Netflix-Warner Bros.”
O pronunciamento do governante – pouco tempo após o presidente republicano ter anunciado que ficaria de fora das negociações – marca uma nova intervenção na disputa pela aquisição dos estúdios da WBD travada entre a Netflix e a Paramount Skydance. Na última quinta-feira 19, Rice afirmou em entrevista ao podcast de Preet Bharara, ex-procurador federal do Distrito Sul de Nova York, que empresas, veículos jornalísticos e escritórios de advocacia que demonstrassem lealdade a Trump seriam responsabilizados caso os democratas retornassem ao poder.
Rice foi membro do conselho da Netflix de 2018 a 2020, antes de se desligar da empresa durante o governo Biden, no qual atuou como conselheira da Casa Branca. Em 2023, ela retornou à plataforma e passou a integrar o comitê de nomeações e governança da corporação. No início de fevereiro deste ano, ela informou à NBC News que o Departamento de Justiça cuidaria da aquisição da WBD, após insistir anteriormente que iria participar da análise do acordo.
Após membros do movimento Maga (Make America Great Again) pressionarem o presidente norte-americano a se posicionar em relação à administração de Rice, Trump republicou um post de Loomer que se referia à representante do acordo na Netflix como “anti-americana”. A publicação também acusou Rice de “ameaçar metade do país com retaliação política e governamental armada por escolherem em quem votar para presidente”.
Apesar de não ter especificado quais “consequências” a Netflix pode enfrentar, o republicano chegou a criticar outras emissoras de conteúdo. Brendan Carr, presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC), também ameaçou as licenças de transmissão de algumas redes.
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