A indireta sutil de Stephen King a Joe Biden sobre eleição contra Trump
Apoiador do Partido Democrata, mestre do terror não citou o nome do presidente americano, mas fez comparação curiosa sobre disputa com republicano
Vocal no cenário político, e abertamente democrata, o mestre do terror Stephen King parece ter sugerido, de maneira sutil, que o presidente americano Joe Biden abra mão da corrida eleitoral contra Donald Trump. “Ruth Bader Ginsburg se recusou a renunciar e, como resultado, recebemos Amy Coney Barrett. Tirem suas próprias conclusões”, escreveu o escritor no X, antigo twitter, citando a substituição que colaborou para a guinada conservadora da Suprema Corte Americana nos últimos anos.
Morta em 2020, Ginsburg, notável pela defesa de causas sociais e de igualdade de gênero, foi criticada por não renunciar ao cargo no órgão judiciário durante o mandato de Barack Obama. Com o seu falecimento, no final do governo de Donald Trump, a magistrada foi substituída por Barrett, deslocando a política da Suprema Corte ainda mais para a direita e abrindo caminho para retrocessos conservadores na legislação sobre o aborto e outros temas progressistas.
https://x.com/StephenKing/status/1807807281850904718
Candidato à reeleição, Biden, de 81 anos, tem sido pressionado a abrir mão da disputa, especialmente depois do seu desempenho no debate contra Trump ser considerado desastroso por parte dos americanos — nesse caso, a substituta mais cotada é a atual vice-presidente, Kamala Harris. O tweet de King, em meias palavras, reforça essa ideia e dá a entender que a decisão do atual presidente de concorrer à reeleição em novembro poderia facilitar a volta da extrema direita ao poder.
No mesmo dia da publicação, inclusive, King também soltou farpas a Donald Trump na rede social. “Se Donald vencer, podemos chamá-lo de Rei Trump I. Ele vai gostar disso”, escreveu ele. “Graças à Suprema Corte, o próximo presidente terá os poderes de um rei. Não foi isso que os fundadores pretendiam. Muito pelo contrário”, falou em um tuíte anterior, citando a decisão recente do órgão que, em meio ao processo de Trump, concedeu imunidade judicial a ex-presidentes em acusações criminais relacionadas a “atos oficiais” praticados durante o mandato.