Avatar do usuário logado
Usuário
OLÁ, Usuário
Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 5,99

Geração Z é o desafio da indústria de vinho

Para aumentar consumo, empresas apostam em produtos mais baratos, bebidas sem álcool e propagandas com estrelas do showbiz

Por Valéria França Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 30 ago 2024, 19h46 • Atualizado em 30 ago 2024, 19h52
  • Existe uma tendência de queda no consumo no mercado americano de vinhos, que tem muito a ver com as mudanças de hábitos geracionais. De acordo com o último relatório do Silicon Valley Bank, há uma parcela significativa da geração Z, 25%, que são abstêmios, e 35% que não tomam vinho. No ano passado, o mesmo levantamento já indicava queda no consumo e apontava para a falta de uma estratégia eficiente, como marketing apropriado e produtos ajustados a esse público.

    Do outro lado do continente, pesquisas reforçam os dados, apontam que entre 1960 e 2022 o consumo geral de álcool individual caiu 60% entre os franceses, terra conhecida pelos excelentes vinhedos e com grande tradição no assunto. Na Inglaterra, sabe-se que a geração Z bebe 28% menos que a Y. Fora isso, os consumidores regulares, aos poucos, tendem a desaparecer com a renovação geracional.

    Estrelas dão a cara para vender mais

    Não por outro motivo, as empresas resolveram se dobrar às projeções de mercado redobrando os esforços de venda. O rapper Jay-Z , dono da champanhe Armand de Brignac, que vendeu metade da marca para o conglomerado de luxo LVMH, lançou rótulos mais baratos. Na outra ponta, estrelas do show bizz endorsam marcas mais baratas e conseguem excelentes resultados. Entre elas a cantora Kylie Minogue, famosa pela canção Locomotions dos anos 1980, que assina um portfólio de vinhos, que vendeu 7,7 milhões de libras pelo segundo ano consecutivo, e conquistou 1/6 do mercado inglês. O polêmico rapper Snoop Dogg’s é conhecido no setor pelo vinho 19 Crimes e mais recentemente Red Cali, que no Brasil sai pouco mais do que R$ 100 a garrafa, gravou um clipe com outros artistas do gênero para divulgar o lançamento. Tudo isso ajuda, porque só o vinhos especiais possuem um público fiel, que não se preocupa com preço, mas apenas com a qualidade.

    Vinho zero álcool

    Na Europa, a tendência são as bebidas zero, inclusive o vinho, o que no Brasil ainda é raro de se encontrar. A França e a Alemanha, por exemplo, investem em experiências gastronômicas inusitadas como o Champanhe Rosé Zero ou coquetéis chamados de “virgens” elaborados para restaurantes da moda. Há até harmonizações de pratos e bebidas não alcoólicas. De um lado, a indústria se adequa ao novo consumidor e de outro tenta trazê-lo para o grupo dos enófilos.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo