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Em meio à guerra no Oriente Médio, Paris não muda calendário e aposta na consolidação criativa

Mesmo com a escalada do conflito envolvendo os EUA, Israel e Irã, semana de moda parisiense mantém sua programação

Por Simone Blanes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 mar 2026, 20h00 •
  • A semana de moda de Paris abriu seus desfiles de outono/inverno feminino nesta segunda-feira 2, sob o signo da consolidação. Depois de uma temporada marcada por estreias ruidosas nas grandes maisons, o momento agora é de afirmar discursos e ajustar rotas — tudo isso em meio à tensão internacional provocada pela escalada do conflito no Oriente Médio.

    Apesar do cenário geopolítico delicado, com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, a programação segue intacta. Segundo Pascal Morand, presidente-executivo da Federação de Alta-Costura e Moda, disse à AFP: “não houve qualquer mudança no calendário”. Até 10 de março, cerca de 70 desfiles estão confirmados. A abertura oficial coube aos alunos do Instituto Francês da Moda, um dos polos de formação mais respeitados da indústria, que chamou a atenção pelas silhuetas acolchoadas, volumes inflados e estruturas que lembravam airbags XXL — uma metáfora visual de proteção em tempos incertos.

    A temporada acontece em meio a um período de ajustes no luxo. Maisons como Dior e Chanel passaram recentemente por trocas em suas direções criativas. Em setembro, a primavera-verão 2026 foi marcada por uma onda de estreias — Matthieu Blazy na Chanel, Jonathan Anderson na Dior e Pierpaolo Piccioli na Balenciaga, entre outros. Agora, a expectativa é menos sobre impacto imediato e mais sobre consistência. Os desfiles da Dior, nesta terça, e da Chanel, na próxima segunda, estão entre os mais aguardados. A pergunta que paira é como esses criadores irão aprofundar as narrativas iniciadas em suas primeiras coleções e dar clareza a suas visões.

    Outro foco de atenção é a Loewe, do grupo LVMH. A dupla americana Jack McCollough e Lazaro Hernandez, fundadores da Proenza Schouler, assume definitivamente o protagonismo após a saída de Jonathan Anderson, responsável por revitalizar a marca na última década. Em sua estreia, em outubro, a dupla investiu em cores vibrantes e referências que evocavam o universo cromático de Pedro Almodóvar. A nova coleção, apresentada na sexta-feira, deve indicar os próximos passos dessa transição. A Balmain também gera expectativas com Antonin Tron, que enfrenta o desafio de substituir Olivier Rousteing, após passagens por Givenchy, Louis Vuitton e Balenciaga. E Gabriela Hearst retorna a Paris reforçando seu compromisso com o luxo sustentável.

    Assim, Paris inicia uma edição menos pautada pelo choque e mais voltada à construção de identidade — um momento em que a moda parece menos interessada em surpreender e mais decidida a se posicionar, recado que já foi dado pela semana de moda de Milão.

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