O motivo de homens serem proíbidos na ala das baianas na Sapucaí
Setor é obrigatório no desfile, sendo composto apenas por mulheres
Apesar de não valer ponto, a ala das baianas é uma das obrigatórias nos desfiles na Marquês da Sapucaí. Mas diferentemente dos outros setores, as baianas só podem ser mulheres, homens não são bem-vindos. “O regulamento deste ano é taxativo, dizendo que só pode ter na ala das baianas homens se forem diretores da ala, mas as baianas têm que ser mulheres. Agora um detalhe curioso é que isso nem sempre foi estabelecido por regulamento”, explica o historiador Luiz Antônio Simas à coluna GENTE.
No passado, homens já desfilaram na ala, principalmente por ter um número mínimo de baianas que a escola precisa apresentar. “Na Intendente Magalhães, que são as escolas de grupos de acesso mais baixos, era muito comum, inclusive, a presença de homens desfilando de baianas para que você conseguisse cumprir o regulamento do número mínimo na ala das baianas”, continua o historiador.
Todas as escolas precisam ter a ala das baianas, porque estão vinculadas à ideia do “matriarcado do samba”, essencial no processo de formação das agremiações. Hoje, o setor é julgado dentro do contexto geral, como fantasia e harmonia – ao todo, cada escola precisa ter no mínimo sessenta baianas. No entanto, para alguns matriarcas, a proibição não faz sentido. Segundo Ana Cristina, 70 anos, da Mocidade de Padre Miguel, existe um preconceito por trás da decisão. “Eles não têm o mesmo molejo, fica esqusito. Só que há um preconceito, de não serem tão bem aceitos”, diz ela à coluna.





