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O bem que ‘Ainda Estou Aqui’ faz ao cinema, ao estancar comédias no país

Três outras produções nacionais recentes que merecem ser vistas pelo grande público

Por Valmir Moratelli Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 5 jan 2025, 11h00 •
  • Se o Oscar – e antes disso, a indicação – vem para o país, só se saberá no dia 17. Até lá, ansiedade e apostas de bolão prometem movimentar a vida dos cinéfilos. De uma coisa, entretanto, já é certa: Ainda Estou Aqui tem tudo para causar uma grande modificação nas produções audiovisuais brasileiras que chegam ao público através dos cinemas. O sucesso retumbante do filme de Walter Salles pode despertar a vontade de produtores e distribuidoras de darem maior atenção a outros nichos de filmes antes esquecidos, diante do faturamento certeiro que as comédias, ditas” pastelões”, promoviam.

    A reboque de títulos bem-sucedidos de Paulo Gustavo e Ingrid Guimarães, diversas outras apostas no mesmo caminho foram feitas nesses últimos dez anos. A maioria, convenhamos, em nada acrescenta – nem faz rir, nem faz dinheiro. Apenas reforçam que o cinema nacional só gosta de piadas tolas. Ou gostava. Ainda Estou Aqui tem o trunfo de reacender a memória cinematográfica de que, sim, produzimos muito pensamento crítico (não que comédias não sejam capazes de tanto), para além de produções que têm Leandro Hassum e companhia no elenco.

    A coluna GENTE destaca ao menos três produções recentes que merecem ser vistas pelo grande público. a começar por Baby, de Marcelo Caetano, que narra a história de Wellington, jovem que sai de um centro de detenção juvenil e se vê sem rumo nas ruas de São Paulo, sem contato com seus pais e recursos para reconstruir sua vida. Durante uma visita a um cinema pornô, ele encontra Ronaldo, um homem mais velho, que ensina ao rapaz novas formas de sobrevivência.

    No Brasil, Baby foi exibido na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, no Festival do Rio e no Mix Brasil. No Festival do Rio, conquistou o prêmio de melhor filme; enquanto no Mix Brasil, ganhou o prêmio de Melhor Interpretação. No exterior, conquistou o prêmio de Melhor Ator na Semana da Crítica do Festival de Cannes 2024. Por aqui, o filme estreia no dia 9.

    Outro que merece destaque é Manas, de Marianna Fortes. Diz a sinopse: Marcielle, de 13 anos, vive em uma comunidade ribeirinha na Ilha do Marajó com o pai, a mãe e três irmãos. Instigada pelas falas da mãe, ela cultua a imagem de Claudinha, sua irmã mais velha, que teria partido para longe após “arrumar um homem bom” nas balsas que passam pela região. O filme conquistou o principal prêmio da Giornate Degli Autori, uma importante mostra paralela do Festival de Veneza. Filmaço.

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    Kasa Branca, de Luciano Vidigal, conta a história de Dé, um adolescente negro da periferia do Rio de Janeiro que descobre que sua avó está na fase terminal da doença de Alzheimer. Ele tem a ajuda de seus dois melhores amigos para enfrentar o mundo e aproveitar os últimos dias de vida da mulher. Kasa Branca ganhou os prêmios de Melhor Direção no Festival do Rio. Com ele, Luciano foi o primeiro diretor negro premiado na competição principal de longa de ficção do festival carioca, onde também foi premiado como Melhor ator Coadjuvante, Melhor Fotografia e Melhor Trilha Sonora. A produção teve sua estreia Internacional no Festival de Torino na Itália e integrou a programação da 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

    São filmes que, tal como Ainda Estou Aqui, têm muito a revelar sobre o país. Antes dominadoras de boa fatia do mercado, as comédias “bobinhas” podem estar, se não com os dias contados, ao menos com uma boa concorrência à vista. 

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