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Barriga de aluguel: o caminho de brasileiros pelo projeto de paternidade

Busca pelo procedimento no exterior tem aumentado a cada ano

Por Nara Boechat Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 Maio 2025, 13h00 • Atualizado em 23 Maio 2025, 16h55
  • Em 2019, o humorista Paulo Gustavo (1978-2021) e o seu marido, o médico Thales Bretas, 37 anos, divulgaram o nascimento dos filhos, Romeu e Gael, gerados por substituição, gestação mais conhecida como “barriga de aluguel”. O casal, que fez o procedimento em San Diego, nos Estados Unidos, se juntou a tantos brasileiros que têm buscado a alternativa fora do país, já que por aqui é proibido. No Brasil, a legislação somente permite “barriga solidária” quando feita parentes de até quarto grau do casal interessado e se houver algum problema médico que impeça a gravidez. Juntos desde 2019, Siomar Parreira, 49, e Cássio Freitas, 29, sempre tiveram vontade de ser pais de gêmeos e recorreram ao processo na Califórnia. Há menos de um mês pegaram no colo os filhos, Bento e Antônio. “Eles nasceram prematuros, com quase 34 semanas e 6 dias, e ficaram 13 dias no hospital ganhando peso. Durante esse tempo, a gente esteve lá todos os dias, acompanhando cada grama a mais e criando, pouco a pouco, esse laço forte com eles”, lembra Siomar. A jornada, no entanto, contou com desafios, especialmente no início. “Parecia que a gente tinha sido jogado em uma ilha e precisava descobrir onde estava o tesouro. Cada reunião era um quebra-cabeça para entender. A cultura americana é bem diferente da nossa. Eles já partem do princípio que a gente entende tudo. O que mais sentimos falta foi justamente de ter alguém para orientar, dizer o que esperar tanto emocionalmente quanto financeiramente”, completa Cássio.

    O desafio do processo é algo que algumas empresas tentam ajudar os casais a enfrentar, como a agência Tammuz Family, que facilita a realização do método nos países escolhidos. “Varia muito de acordo com o perfil dos futuros pais e formato de composição familiar. Os Estados Unidos são um destino muito consolidado e aberto a todos os tipos de público, sejam casais homoafetivos ou heterossexuais, além de pai e mãe solo. Além disso, o bebê obtém a cidadania americana”, explica Rodrigo Marder, consultor da agência que atua no meio há 17 anos.

    O financeiro é um quesito pesado na escolha, uma vez que a barriga de aluguel pode custar de 57 mil a 120 mil dólares, algo na faixa de 323 mil a 680 mil reais. “Os valores dependem do país onde será feito o processo e também do tipo de plano escolhido. Há planos básicos e planos completos com garantia, em que se paga um valor fechado independentemente de quantas tentativas sejam necessárias até o nascimento do bebê”, detalha Marder. O consultor alerta ainda sobre a burocracia envolvida no sistema. “São exigidos alguns documentos, geralmente apenas os pessoais, como passaporte e atestado de antecedentes criminais, além do preenchimento de alguns formulários que auxiliamos os futuros pais que fazem o processo conosco no preparo e preenchimento dos mesmos”.

    Com os obstáculos vencidos, Siomar e Cássio, que se intitulam “Olar” nas redes sociais, comemoram a vida em família. “Agora os dois já estão em casa e com muita saúde. Estamos na fase de organizar os passaportes americanos e brasileiros, já que eles terão dupla cidadania. Assim que tudo estiver pronto, vamos para o Brasil para finalmente apresentar nossos meninos à família e aos amigos, que estão contando os dias para conhecê-los”.

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