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A trajetória do músico brasileiro que faz parte do Cirque du Soleil

Companhia circense está em cartaz no Rio com o espetáculo ‘Bazzar’

Por Valmir Moratelli Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 9 dez 2022, 15h18 - Publicado em 8 dez 2022, 17h30

O mineiro Fred Selva, de 31 anos, começou a estudar percussão aos 8. Morou em Buenos Aires, onde descobriu a música eletrônica e faz parte do Teatro Mágico, grupo musical que mistura elementos de circo, teatro e poesia. Não por acaso os caminhos levaram-no a realizar um antigo sonho. Acaba de estrear seu primeiro trabalho com o Cirque du Soleil, agora em cartaz no Rio com Bazzar. Em conversa com a coluna, Fred fala de sua trajetória. Confira.

Você era percussionista de O Teatro Mágico e decidiu seguir o Cirque. O que te motivou a isso? Foi uma decisão fácil? Passou por alguma pré-seleção? Eu estava no Teatro Mágico tocando teclados e eletrônica, aí uns amigos me mandaram link do Cirque du Soleil dizendo que procuravam percussionista, que soubesse tocar teclados e eletrônica. Teve pré-seleção, mandei vários vídeos no início de março, que foi também quando a gente estreou com o Teatro Mágico, na turnê de lançamento do disco. E aí esqueci, achei que era improvável ser chamado. Num fim de semana, recebi email dizendo que gostaram do material. Não foi uma decisão fácil, porque o Teatro uma banda especial, estava feliz lá. Mas conversei com Daniel Santiago, diretor musical, e eles estão guardando o meu lugar lá para quando eu voltar.

Que experiências de O Teatro Mágico traz para o picadeiro do Cirque? No Teatro Mágico, Gustavo Anitelli sempre me disse que um show de música não é só música, né? Lá aprendi o quanto prezam pelo caráter cênico, figurino, maquiagem, presença no palco. Então essas experiências foram úteis para chegar no palco do Bazzar do Cirque du Soleil.

Como a música entrou na sua vida? Aos oito anos comecei a estudar percussão, com Carlos Bolão, que foi parceiro do Caetano Veloso nos anos 80. Depois, mais tarde, quando fiz 18, entrei na Escola de Música da UFMG, para estudar percussão e lá descobri minha paixão, me apaixonei pelo vibrafone, que é hoje em dia, meu instrumento principal. Como vibracionista, gravei dois discos, ganhei dois prêmios, o BDMG Instrumental, como compositor e arranjador e o prêmio Marco Antonio Araujo, de melhor disco instrumental mineiro, em 2015, 2016.

Nenhum circo no mundo vive sem música. Qual sua lembrança mais remota sobre os circos? Sou filho de palhaço. Meu pai, Cicero Silva, criou o palhaço Tio Tete. Já nasci assim no meio teatral e dos palhaços, palhaços de rua e festivais de circo, participei de vários… Fui palhaço na infância, na adolescência.

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Como os brasileiros são vistos no mercado internacional do circo, no que se refere a aspectos da música? A música brasileira e os instrumentistas brasileiros são muitos visados porque, além da música brasileira ser muito rica, o Brasil é um país gigante que produz muita música, tem muita tradição, coisas diferentes. A gente tem se sotaque brasileiro na hora de tocar, é o que o Cirque du Soleil estava interessado para o Bazzar. E dá um colorido, um caráter musical, que se encaixa em qualquer tipo de música, um suingue próprio interessante. E como nenhum circo vive sem música, música é o coração do espetáculo, é o que colore os acrobatas, os artistas no palco, sem a música eles ficam nus.

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