Assine VEJA por R$2,00/semana
Imagem Blog

Reinaldo Azevedo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO

Por Blog
Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura
Continua após publicidade

Emergentes vão impedir recessão, diz “pai” do Bric

Por Fernando Canzian, na Folha:Jim O’Neill, economista-chefe do banco Goldman Sachs e criador da expressão Bric (em referência a Brasil, Rússia, Índia e China), afirma que o plano de resgate do Tesouro norte-americano para o setor imobiliário deve livrar os EUA de uma “recessão severa”.Já o mundo como um todo, na sua opinião, não entrará […]

Por Reinaldo Azevedo
Atualizado em 31 jul 2020, 19h01 - Publicado em 9 set 2008, 06h05
Por Fernando Canzian, na Folha:
Jim O’Neill, economista-chefe do banco Goldman Sachs e criador da expressão Bric (em referência a Brasil, Rússia, Índia e China), afirma que o plano de resgate do Tesouro norte-americano para o setor imobiliário deve livrar os EUA de uma “recessão severa”.
Já o mundo como um todo, na sua opinião, não entrará em recessão, mesmo que as economias avançadas o façam, unicamente por causa do desempenho dos emergentes, em especial dos Brics. “Nunca tivemos uma situação como essa na história moderna”, afirma. Leia a entrevista à Folha:

FOLHA – Como o mercado reagirá nos próximos dias ao pacote bilionário para o setor imobiliário dos EUA?JIM O’NEILL – É de se esperar uma reação positiva. Diante do temor maior de que haja uma piora no cenário geral, com um recessão global mais profunda, o anúncio é uma grande notícia. Reduz muito o risco de uma recessão forte nos EUA e pode levar as pessoas a começarem a enxergar alguma luz no final do túnel da crise imobiliária.FOLHA – O sr. crê que os Brics continuarão se saindo bem?O’NEILL – São ridículas algumas análises que começam a afirmar que a festa acabou para eles. A China se desacelerou de um longo período de crescimento entre 10% e 12% para algo entre 8% e 10%, as exportações estão se reduzindo de maneira significativa, e os níveis de investimentos amenizaram. Mas o mais importante para o resto do mundo é que o consumo interno da China está crescendo, mesmo que devagar. O que temos na China hoje é um “desaquecimento feliz”. Outra notícia importante é que a inflação chinesa está cedendo, de mais de 8% em abril para algo como 5,5%.A Índia está esfriando um pouco, com os preços altos do petróleo tendo causado alguns problemas no país. Mas a recente queda nesses preços também é boa notícia para a Índia. A economia russa também vem se desacelerando, mas pouco.FOLHA – No caso do Brasil, alguns indicadores já mostram uma fase de acomodação. Mesmo assim, há uma expectativa de que o Banco Central volte a aumentar os juros nesta semana. Não é exagero?O’NEILL – O que mais me impressiona em relação ao Brasil é que o Banco Central está se tornando um dos mais respeitáveis do mundo. Se ele tem uma meta de inflação a seguir, não pode ignorá-la. É muito importante que as autoridades segurem neste momento as expectativas de inflação. Até aqui, apesar dos pesares, o Brasil tem se comportado muito bem.Por outro lado, muita gente está preocupada com o desempenho da Bolsa brasileira. Mas é preciso ter em conta que ela é muito dependente do setor de commodities [mais de 40% do Ibovespa é vinculado ao setor de produtos básicos].

Assinante lê mais aqui

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

O Brasil está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou

Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.