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Reinaldo Azevedo

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Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

De indelicadezas e indelicados

Leia primeiro o post abaixo A escolha de Alexandre Tombini, atual diretor de Normas, para a presidência do Banco Central é um fator que tranqüiliza os tais “mercados”. Ele é tido, e é, como um homem afinando com Henrique Meirelles. Não há, em tese ao menos, motivo para supor que, uma vez no cargo, ele […]

Por Reinaldo Azevedo 23 nov 2010, 20h28 | Atualizado em 31 jul 2020, 13h33

Leia primeiro o post abaixo

A escolha de Alexandre Tombini, atual diretor de Normas, para a presidência do Banco Central é um fator que tranqüiliza os tais “mercados”. Ele é tido, e é, como um homem afinando com Henrique Meirelles. Não há, em tese ao menos, motivo para supor que, uma vez no cargo, ele fará algo que o antecessor não faria. O atual presidente deve estar satisfeito com a escolha em si; afinal, não se indicou um “anti-Meirelles”. O sinal é de continuidade da política monetária, consideradas as biografias e os alinhamentos intelectuais.

Mas parece evidente que Dilma quis um presidente do BC mais fraco. Esse foi o recado. A desvitaminização do cargo, atenção!, está menos na escolha de Tombini do que na forma como Meirelles está sendo tratado, ainda que ele faça, e está certo, um grande esforço para não acusar o golpe. Quando menos, ele seria merecedor do “Prêmio Fidelidade”. Ou melhor ainda: na reta final de 2002, quando a política monetária era o grande fator de incerteza do futuro governo Lula, ele foi o emblema de uma garantia. Goste-se ou não dos seus serviços, o fato é que a sua própria indicação foi um fator de estabilidade.

A forma como está sendo tratado, com a nomeação do substituto antes mesma da “conversa”, não é digna. Estamos diante de um comportamento típico do petismo. Usa-se quem tem de ser usado até o osso. Se preciso, joga-se fora — especialmente se a pessoa emite algum sinal de altivez. A senha para fulminar Meirelles no Banco Central foi a suposta plantação, que teria partido dele próprio, de que só ficaria no cargo se mantivesse a autonomia que tem; sem ela, estaria fora. Dilma não teria gostado. E então começou a operação “Sai, Meirelles”. A indicação de um novo presidente do BC, o que é normal num novo governo, assume, assim, ares de demissão.

Não é justo nem elegante. Fica até parecendo que, nesses oito anos, ele foi um intruso, que se imiscuiu nos assuntos do PT. E, todos sabem, não foi isso o que aconteceu. Reitero: não se trata, aqui, de aprovar ou reprovar o seu trabalho; de avaliar se foi bem ou se foi mal. Fato inquestionável é que ele foi de grande valia para o governo do presidente Lula. E não está recebendo um tratamento à altura dessa importância. Alguma compensação virá depois dessa rodada de “fique no seu devido lugar”? Vamos ver.

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Miram Belchior
Miriam Belchior no Ministério do Planejamento significa mais uma lulista em posto de comando. É amiga pessoal de Gilberto Carvalho, espécie de “memória” viva do petismo. Os dois serviram à Prefeitura de Celso Daniel, com quem ela foi casada. É o prefeito assassinado à esteira, segundo o Ministério Público, de uma máquina ilegal implantada na administração de Santo André para carrear recursos para o PT.

É provável que Dilma transfira, então, o gerenciamento do PAC — seja lá o que isso queira dizer — para a pasta. Miriam se enquadra naquele perfil das “mulheres fortes”, de que a própria Dilma fazia parte. Pré-marquetagem, como  vocês se lembram, a agora presidente eleita achava com mais facilidade o caminho da rispidez do que o da candura. A ministra indicada pertence ao time da turma anti-sorriso, o que sempre confere ao mal-humorado uma certa aura de competência superior. A doxa é a seguinte: se o sujeito (ou “sujeita”…) é bravo assim, então é porque deve saber bastante”. Huuummm… Às vezes, é só insegurança. A rabugice costuma ser uma boa peça de marketing. Há muita gente competente na arte de criar a fama de que é competente. Vamos ver.

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