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Reinaldo Azevedo

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Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Cada coisa em seu lugar

Leiam no Estadão On Line. Volto em seguida:O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, garantiu nesta quinta-feira, dia 5, que não fará voz aos críticos da política monetária e cambial do governo. “Acho que quando se é ministro de governo você está num time. São onze atacantes e um técnico. E os […]

Por Reinaldo Azevedo 5 abr 2007, 18h38 • Atualizado em 31 jul 2020, 22h33
  • Leiam no Estadão On Line. Volto em seguida:
    O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, garantiu nesta quinta-feira, dia 5, que não fará voz aos críticos da política monetária e cambial do governo. “Acho que quando se é ministro de governo você está num time. São onze atacantes e um técnico. E os jogadores seguem uma orientação. Se não segue essa orientação, substitui-se. Acho que é muito simples isso”, afirmou o ministro, referindo-se às críticas internas que o Banco Central vem sofrendo em relação à política de redução de juros.

    Ele afirmou que dificilmente o problema com a taxa de câmbio será resolvido no curto prazo. “O fato de o Brasil ter chegado a 163 pontos, o mais baixo no risco País, mostra que vai ser difícil que o câmbio mude. Isso aconteceu em outros países que têm essa variação de risco”, argumentou o ministro.

    O ministro acredita que as intervenções do Banco Central para controlar o fluxo cambial também são tópicas e não resolvem muito. “O que precisava ser feito no caso da indústria é ganhar produtividade e maior eficiência. São outras medidas para se reinventar porque dificilmente terá mudança grande e substantiva no dólar”, disse.Miguel Jorge afirmou não acreditar que haja uma tendência de o dólar ficar abaixo de R$ 2. Para ele, a moeda americana deve se manter nesse patamar. Ele lembrou que as projeções apontam para um dólar acima de R$ 2. “Há um ano o dólar estava em R$ 2,10. Ontem chegou a R$ 2,03. Estamos falando de 4% a 5% de diferença”, disse o ministro.Ele também acredita que medidas de desonerações tributárias são paliativas. “Eu acho que temos áreas em que pode ser feito. Agora desoneração tributária em si não resolve, também é uma medida pontual e tópica que pode resolver para algum setor que esteja passando por dificuldade”, argumentou. Nessa mesma linha, o ministro disse que a redução de imposto de importação também só pode ser feita para alguns setores. “Mas certamente não para os setores que já estão com algum problema”, disse.

    Voltei
    Concordo com Miguel Jorge. Ministro não é ombudsman de governo e não tem mesmo de ficar fazendo “crítica interna”… para a mídia. Mas noto, também, que ele pode ter ido um pouco longe demais. Em vez de se limitar ao princípio, exagerou nas considerações sobre o mérito da questão, arriscando-se até a fazer projeção sobre câmbio. Quem comenta câmbio, nesse contexto, também comenta taxa de juros, ainda que não pronuncie esse nome. E fica difícil desprovar que a apreciação do real não se deve à óbvia vantagem que o investidor tem hoje ao trocar dólares por reais para investir em juros. É um fato, não uma questão de gosto.

    Acho que poderia e deveria se limitar a comentar as políticas de desenvolvimento, tentando fazer com o que o Brasil venda mais, ganhe mercado. Seu antecessor, Luiz Fernando Furlan, de vez em quando, dava uma reclamadinha, mas, inegavelmente, fez seu trabalho, sem precisar ajoelhar no milho. A conclamação de Miguel Jorge para que a indústria ganhe competitividade também me parece um formalismo desnecessário. É desinteressante para ele e para o país não ser visto como um porta-voz do capital produtivo. Sua fala desta quinta ainda traz muito forte o sotaque de quem acabou de deixar um cargo importante num banco. E não vai aqui qualquer ilação ou sugestão oblíqua.

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    Mas eu concordo com ele, sim. Cada coisa deve estar em seu lugar. Acho que ministro não critica governo e acho que ministro do Desenvolvimento cuida do desenvolvimento.

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