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Alckmin: manifestantes são baderneiros e vândalos

Na VEJA.com: O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta quarta-feira que os manifestantes que depredaram novamente a capital paulista são “baderneiros e vândalos” e serão responsabilizados pelos danos ao patrimônio público. Nesta terça, dezenove pessoas foram detidas no terceiro dia de protestos em menos de uma semana em São Paulo. “É intolerável […]

Por Reinaldo Azevedo
Atualizado em 31 jul 2020, 06h02 - Publicado em 12 jun 2013, 14h55

Na VEJA.com:
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta quarta-feira que os manifestantes que depredaram novamente a capital paulista são “baderneiros e vândalos” e serão responsabilizados pelos danos ao patrimônio público. Nesta terça, dezenove pessoas foram detidas no terceiro dia de protestos em menos de uma semana em São Paulo. “É intolerável a ação de baderneiros e vândalos”, disse o governador.

Os protestos em São Paulo são organizados pelo Movimento Passe Livre, formado por radicais de movimentos e partidos de esquerda, que reclamam do reajuste das tarifas de ônibus e metrô na cidade de 3 reais para 3,20 reais. Nas três manifestações, o grupo reuniu em média cerca de 5.000 pessoas, travou o trânsito das principais vias da capital e deixou um rastro de destruição e vandalismo – nesta terça, além de pichações e estações de metrô depredadas, ônibus foram queimados.

“A polícia vai responsabilizar e exigir o ressarcimento do patrimônio, seja público, seja privado, que foi destruído”, afirmou Alckmin. “Isso extrapola o direito de expressão. É absoluta violência, vandalismo, baderna, e é inaceitável”, completou. As declarações foram feitas em Paris, onde uma delegação brasileira, que inclui o vice-presidente da República, Michel Temer, e o prefeito da capital, Fernando Haddad, defende a candidatura de São Paulo à sede da Exposição Universal de 2020 (Expo 2020).

Haddad também criticou os protestos: “A liberdade de expressão está sendo garantida, mas as pessoas não estão fazendo uso adequado dessa liberdade de expressão. Os métodos não são aprovados pela própria sociedade”, disse. “São pessoas inconformadas com o estado democrático de direito que passam a adotar outro tipo de postura de provocação, intimidação, agressão e depredação”, completou.

Vandalismo
Entre os dezenove manifestantes detidos na noite desta terça-feira durante o protesto contra o reajuste no valor das passagens de ônibus e metrô em São Paulo, treze seguem sob custódia da Polícia Civil e aguardam transferência para um Centro de Detenção Provisória da capital. Segundo a polícia, dez pessoas foram presas por formação de quadrilha e vandalismo, sem direito a fiança, e duas por lesão corporal – com fiança estipulada em 3 000 reais.

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Responsabilizado por danos ao patrimônio, outro manifestante teve fiança estipulada em 20 000 reais. Os demais envolvidos no protesto detidos pela PM, entre eles menores de idade, foram liberados na madrugada após terem assinado termos de ocorrência por pichação e desacato.

Após bloquear importantes vias de São Paulo, prejudicando o trânsito, os manifestantes protagonizaram cenas de depredação na região central – primeiro no Parque Dom Pedro, depois na Praça da Sé. O confronto com a Polícia Militar ocorreu na região do Terminal Parque Dom Pedro II, depois da manifestação iniciada na Avenida Paulista percorrer cinco quilômetros. Além de apedrejar e pichar ônibus, um grupo chegou a lançar um coquetel molotov dentro do terminal. A PM respondeu com bombas de gás lacrimogênio para conter o vandalismo.

Encapuzados, alguns integrantes picharam paredes, destruíram placas e vidraças. O grupo também atacou diversos ônibus, numa demonstração clara da incongruência dos protestos promovidos por um movimento que pleiteia tarifas mais baratas de transporte público. Um grupo chegou a tentar incendiar um coletivo.

Passe Livre
A manifestação foi comandada pelo Movimento Passe Livre. O grupo montou barricadas nas ruas e incendiou sacos de lixo. Na Radial, uma importante via que liga a região central à Zona Leste, pedras foram jogadas em policiais depois que um homem foi preso.

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A PM teve afirma que teve que usar a Tropa de Choque por temer que alguns dos manifestantes queimassem ônibus. “Enquanto eu negociava com alguns, outros jogaram pedras e paus. Esse é o problema de um movimento disperso, querem protestar e quebram a cidade toda”, disse o tenente-coronel Marcelo Pignatari, responsável pela ação. O policial afirma que ele mesmo chegou levar uma paulada na perna.

Lojistas tiveram de fechar as portas e a situação só se normalizou na região central por volta das 20h30, quando a PM entrou na Praça da Sé, local para onde os manifestantes correram quando ocorreu o confronto no terminal. Por volta de 21 horas, um grupo menor, com cerca de 200 manifestantes, retornou para a região da Avenida Paulista e bloqueou algumas faixas no sentido Paraíso. Houve novo confronto com a PM em frente ao Parque Trianon.

Trânsito
Foi a terceira vez em menos de uma semana que uma manifestação organizada pelo Movimento Passe Livre prejudica o trânsito em horários de pico, além de promover cenas de vandalismo pelas ruas. O protesto bloqueou faixas da Rua da Consolação e travaram a Radial Leste. Manifestantes também atearam fogo em pneus e o estrago só não foi pior porque chovia forte em diversos pontos da cidade.

Na semana passada, o Movimento Passe Livre já havia causado transtornos em duas ocasiões. Na quinta-feira, o grupo se reuniu na Praça Ramos de Azevedo, no centro, e seguiu caminhando para a Avenida Paulista. No percurso, deixaram um rastro de vandalismo e entraram em choque com a Polícia Militar. Na sexta-feira, as cenas se repetiram em um protesto semelhante na Zona Oeste, quando os manifestantes voltaram a bloquear vias como a Avenida Faria Lima e a Marginal Pinheiros, causando enormes congestionamentos.

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Nesta terça-feira, o Ministério Público de São Paulo afirmou que pretende responsabilizar os manifestantes que depredaram estações de metrô e lojas nos protestos ocorridos na semana passada. Somente nestas estações, o prejuízo chegou a 73 000 reais. Quinze pessoas foram detidas, entre elas o presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino de Melo Prazeres Júnior.

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