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A HORA DOS TONTOS

É inacreditável! A canalhada invadiu o blog de madrugada, com a delicadeza de sempre, sustentando que errei; que previ a vitória de John McCain. Não. Não previ. No artigo da VEJA do mês passado, eu disse que Barack Obama venceria. Escrevi que até o republicano deveria considerá-lo o favorito. EU TORCIA POR MCCAIN, O QUE […]

Por Reinaldo Azevedo
Atualizado em 31 jul 2020, 18h39 - Publicado em 5 nov 2008, 05h55

É inacreditável!

A canalhada invadiu o blog de madrugada, com a delicadeza de sempre, sustentando que errei; que previ a vitória de John McCain. Não. Não previ. No artigo da VEJA do mês passado, eu disse que Barack Obama venceria. Escrevi que até o republicano deveria considerá-lo o favorito. EU TORCIA POR MCCAIN, O QUE É COISA BEM DIFERENTE.

Segue abaixo o trecho do artigo, com link para a íntegra. E, com a vitória de Obama, eu o assinaria hoje ainda mais do que antes. Ao longo desta quarta, direi por quê. E a petralhada fique tranqüila: eu sei muito bem o que escrevo.
*
O mal-estar dos “progressistas”

A exemplo de todo mundo e do mundo todo, considero Barack Obama o favorito nas eleições presidenciais americanas – desconfio que até o republicano John McCain pense o mesmo. Com o tsunami que colheu a economia, a todos parece impensável, e a mim também, que o democrata perca a disputa. Até o dia em que escrevo este artigo, as pesquisas indicam, no entanto, um empate técnico entre ambos. Na contagem dos delegados, dada a tendência dos estados, McCain leva ligeira vantagem. O chamado “pensamento progressista” tem reagido de modo um tanto estranho aos fatos – especialmente depois da indicação de Sarah Palin para vice na chapa republicana.

O mal-estar dos “progressistas” com o persistente McCain chega a relativizar o valor da própria democracia – que só provará a sua força se Obama vencer. As virtudes e fraquezas dos postulantes deixam de ser debatidas na terra. O confronto é transferido para uma esfera abstrata, que o poeta Bruno Tolentino (1940-2007) chamava de “o mundo como idéia” – título de um formidável livro seu. Nesse lugar-nenhum, dá-se, então, o choque entre o velho e o novo, a mudança e a reação, os modernos e os reacionários. Como um dos lados da disputa advoga uma natural e intrínseca superioridade moral, resta evidente que uma eventual vitória de McCain poria em dúvida as virtudes do próprio sistema.

Há dias, um articulista do jornal inglês The Guardian escreveu que, por enquanto, considera injusto o antiamericanismo presente em boa parte do mundo. Mas, alertou, se Obama não for eleito, ele começará a achar que o ódio faz sentido. E aqui lhes deixo uma dica do que eu chamaria “modo de ler”: percebam como o candidato democrata, com alguma freqüência, é apresentado como a chance que os americanos têm de se redimir perante a história, de se desculpar por todos os seus malfeitos, de fazer um ato de contrição. Bem, eu não creio que eles devam desculpas a ninguém.
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