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O bolsonarismo conseguiu, mais uma vez, tirar Lula do sufoco no Planalto

Usado como meio de chantagem pela família Bolsonaro para livrar o ex-presidente da cadeia, tarifaço de Trump deu novo fôlego ao governo petista

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 jul 2025, 12h01 • Atualizado em 16 jul 2025, 13h13
  • Até a semana passada, o presidente Lula comandava um governo em franco declínio. Sem dinheiro em caixa, havia aumentado imposto e sofrido uma dura derrota no Congresso, que suspendeu o decreto de Lula sobre o IOF.

    Sem vontade de conter a gastança da máquina petista nem caminhos para ampliar a arrecadação de impostos, Lula pediu socorro ao STF, para que o Judiciário compensasse sua falta de base parlamentar, derrubando a decisão do Legislativo.

    Enquanto acionava o Supremo contra deputados e senadores, o petista, sem discurso nem realizações a apresentar ao país, deflagrou uma guerra ao Congresso, resgatando a velha conversa do “nós contra eles” e a luta de ricos contra pobres, como se o país estivesse dividido entre a “a indústria de lobby da elite” no Legislativo e as nobres intenções do pai dos pobres que despacha no Planalto.

    Num vídeo, o chefe da Câmara, Hugo Motta, criticou diretamente Lula pela postura: “Quem alimenta o ‘nós contra eles’ acaba governando contra todos”. Presidente do Senado, Davi Alcolumbre avisou a um auxiliar de Fernando Haddad que os ataques ao Congresso teriam consequência: “Tudo tem limite”.

    O cenário de atrito sugeria a rendição do governo que, sem projetos, apostava no discurso de ataque a elites para justificar a frustração geral com a falta de resultados e entregas do governo petista. Políticos e empresários falavam abertamente no fim melancólico do governo Lula.

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    O petista, no entanto, é um político de sorte. Sem mover uma palha, ganhou de presente de Eduardo Bolsonaro e de outros caciques bolsonaritas um inimigo legítimo a combater e um discurso de união nacional a desviar a atenção do país a outros problemas.

    Tudo mudou com uma postagem de Donald Trump nas redes sociais sobre o tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros. Ao retaliar todo o setor produtivo nacional, o republicano destacou que sua ação, entre outras questões, era motivada por ações do STF contra Jair Bolsonaro e seus aliados.

    Nas redes, Bolsonaro, o filho Eduardo, Tarcísio de Freitas e outros caciques bolsonaristas correram para comemorar o ataque ao Brasil, uma clara chantagem contra o Judiciário brasileiro que afrontava a soberania nacional em nome de interesses pessoais da família Bolsonaro. Deu no que deu.

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    Lula já não precisava colocar a culpa de seu desgoverno nas elites. Tinha agora um velho fetiche da esquerda a explorar: a luta contra o imperialismo estadunidense.

    Conhecido bastião bolsonarista no agro, a CNA divulgou uma nota afirmando que a economia brasileira não poderia ser “refém de crises políticas pessoais”. Todo o empresariado foi na mesma linha, sendo, inclusive, compelido a apoiar Lula e a reação ao tarifaço.

    No mesmo caminho foi o Congresso — antes distante –, defendendo a união em torno do trabalho do governo Lula. Nas pesquisas, os dados mostraram a reação do petista, que travou a rejeição e iniciou um aparente resgate de imagem.

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    O noticiário foi tomado por manifestações de defesa nacional diante do ataque econômico pautado em interesses políticos ilegítimos. O jogo segue sem que se comente a crise do IOF, o apagão financeiro dos ministérios, os milhões de beneficiários na fila do INSS, o escândalo bilionário da Previdência, a quebradeira nos Correios e outros problemas crônicos do país. Até os partidos políticos pararam de falar que vão abandonar o petista para pular na canoa da direita.

    Como no início do governo, quando ganhou de presente do bolsonarismo o discurso de defesa da democracia, por causa dos ataques de 8 de janeiro de 2023, Lula mais uma vez foi salvo — não se sabe por quanto tempo — pelo inimigo.

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