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A opinião de Lula sobre o projeto de lei que libera cassinos no Brasil

O presidente disse não ser "favorável a jogo", mas que não tem por que não sancionar o PL se ele for aprovado pelo Congresso

Por Gustavo Maia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 21 jun 2024, 18h12 - Publicado em 21 jun 2024, 13h24

Aprovado pela Câmara em 2022, o polêmico projeto de lei que autoriza o funcionamento de cassinos, bingos, jogo do bicho e outros jogos de azar no Brasil passou pela CCJ do Senado nesta quarta-feira, 19, com placar apertado de 14 votos a 12, e seguiu para o plenário da Casa.

Em entrevista nesta sexta, o presidente Lula foi questionado se sancionará o PL e disse não ser “favorável a jogo” e achar que não é isso que vai resolver o problema do país. Mas que não tem por que não sancionar a matéria se ela for aprovada pelo Congresso.

O petista também comentou que não acredita na “promessa fácil” de que a autorização de jogos de apostas “vai gerar 2 milhões de empregos, vai desenvolver não sei quanto”. “Não é verdade”, disse.

Leia a seguir a longa resposta de Lula sobre a proposta, à Rádio Meio, do Piauí:

“Houve um tempo em que esse discurso de jogos de azar tinha alguma verdade. De todos os jogos que acontecem, eu sempre achei que o jogo do bicho era o jogo que mais distribuía dinheiro, porque o cara ganha 50, 40, 30 reais, o cara levanta de manhã e vai apostar na borboleta, no leão, no cachorro, no macaco e depois o cara recebe 20, 30, 50 reais. Isso é considerado contravenção, é proibido. Jogar baralho, pôquer a dinheiro é proibido, fazer cassino é proibido.

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Mas e a jogatina que você tem hoje na televisão, no esporte? Criança com celular na mão fazendo aposta o dia inteiro, quem é que segura isso?

Então deixa eu lhe falar uma coisa: eu não acredito no discurso de que, se tiver cassino, o pobre vai gastar o que não tem. O pobre não vai no cassino. O pobre vai trabalhar no cassino. Ele pode até ver a sua cidade se desenvolver, mas ele não vai, porque o cassino é uma coisa pra gente que tem dinheiro.

Você veja um negócio: eu tenho 78 anos de idade, eu nunca fui num cassino. Aliás, eu vou te contar uma coisa: eu deixei de apostar, não aposto nada, eu não sou daqueles que fica imaginando ‘ah, vou ficar rico amanhã’. Não, eu vou viver com o meu trabalho. Em 1974, eu ganhei na loteria esportiva. Eu tava vendo a zebrinha e quando a zebrinha foi falando, eu olhando o meu cartão, não queria nem que a minha namorada visse, vendo meu cartão, 13 pontos, aí eu guardei meu cartão. Aí eu descobri que eu tinha um lado maldoso, um lado

perverso. Ou seja, eu não contei pra minha namorada, não contei pra minha mãe, não contei para ninguém, eu tava rico. Aí no dia seguinte eu acordei, cara, a minha riqueza desapareceu, porque ganharam 30.000 pessoas deu 100 reais pra cada um e eu continuei pobre, e eu falei ‘nunca mais eu vou jogar, porque eu não quero alimentar um lado perverso que o ser humano tem, um demoniozinho que todo mundo de vez tem e aparece. Então eu prefiro viver na minha e não apostar.”

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“Eu não sou favorável a jogo, não. Não sou favorável. Mas também não acho um crime. Se o Congresso aprovar e for feito um acordo entre os partidos políticos, for aprovado sem nenhuma resistência, não tem por que não sancionar.

Agora eu acho que não é isso que vai resolver o problema do Brasil. Essa promessa fácil de que vai gerar 2 milhões de empregos, de que vai desenvolver não sei quanto não é verdade também. Não é verdade.

Então o que eu acho é o seguinte, a minha missão é a seguinte, o meu jogo agora é esse, o meu jogo é fazer a economia brasileira voltar a crescer, o meu jogo é fazer muito investimento no ensino profissional, no ensino técnico, nas universidade e no ensino fundamental, o meu jogo é fortalecer escola de tempo integral no Brasil inteiro, o meu jogo é gerar emprego, aumentar salário, distribuir renda, porque é isso que deixa o povo feliz, é esse jogo que o povo tem que apostar e é esse jogo que o povo vai ganhar, porque esse país vai devolver ao povo o prazer e o orgulho de ser brasileiro.”

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