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Bolsa alcança alta de 20% no ano e tem mês decisivo na política à frente

Uma série de medidas econômicas urgentes precisam ser apreciadas pelo Congresso em poucas semanas

Por Felipe Erlich
2 dez 2023, 10h16

VEJA Mercado | Fechamento da semana | 27 de novembro a primeiro de dezembro

O índice Ibovespa, principal parâmetro do mercado brasileiro, encerrou a sexta-feira, primeiro de dezembro, acima do patamar de 128 mil pontos — o que não ocorria desde junho de 2021 — e acumula variação positiva de 20,5% em 2023. O mês de novembro foi o de mais ganhos para o mercado, com alta de 12,54% — a maior disparada mensal em três anos. O dólar também colhe bons frutos no acumulado do ano, saindo da cotação de 5,29 reais em primeiro de janeiro para 4,88 reais na última sexta. O mercado está no lucro em 2023, contudo, este mês de dezembro promete cálculos importantes por parte de analistas, que voltam sua atenção para a série de pautas econômicas que andam a ritmo lento, quase parando, no Congresso Nacional.

A poucas semanas do recesso parlamentar, está pendente no Legislativo a aprovação de pautas urgentes para o Ministério da Fazenda: a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a regulamentação de apostas esportivas, a MP da subvenção, mudanças no Juros sobre Capital Próprio (JCP), a Lei Orçamentária Anual (LOA), além da reforma tributária. Uma série de vetos presidenciais relevantes para as finanças do país, como os sobre o arcabouço fiscal, as mudanças no Carf (Conselho Administrativo De Recursos Fiscais), a desoneração da folha de pagamentos e o marco de garantias, também devem ser apreciados pelos parlamentares. O desenrolar da política em torno dessas questões certamente vai influenciar o humor do mercado nos últimos dias do ano.

Na última semana, o governo federal garantiu uma vitória importante para a agenda econômica, com a aprovação da taxação de aplicações offshore e fundos exclusivos de investimento pelo Senado, na quarta-feira, 29. O texto segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pode ocasionar em 20 bilhões de reais em receitas em 2024, fundamentais para que se vislumbre o cumprimento da meta fiscal. A investida arrecadatória em questão tem sido precificada pelo mercado há meses. Outro movimento político da última semana, no entanto, teve maior efeito sobre o humor dos investidores. Na segunda-feira, 27, o governo federal enviou um projeto de lei ao Congresso que viabiliza a volta de investimentos no exterior por parte do BNDES, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. A iniciativa, que críticos temem ser uma volta ao passado do banco, foi adiantada pela coluna em agosto.

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Também nesta semana

No mercado americano, os últimos dias foram de alívio para a pressão inflacionária que desafia o país. Foi divulgado que o índice de preços local registrou alta de 3% no mês de outubro, abaixo dos 3,4% de alta constatados em setembro. A meta do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, contudo, é de 2% ao ano, ainda não alcançada. Com o arrefecimento da inflação americana e sinalizações positivas do Fed, o dólar foi negociado em baixa de quase 0,9% na última sexta-feira.

Outro fato, esse ocorrido no Brasil, marcou os dias finais de novembro. A Americanas anunciou na segunda-feira, 27, que fechou um acordo de capitalização com credores. O acordo é avaliado em 24 bilhões de reais, dos quais 12 bilhões se referem a um aporte realizado pelos acionistas de referência Carlos Alberto Sicupira, Jorge Paulo Lemann e Marcel Telles — metade foi dispendida por Sicupira. Os 12 bilhões de reais restantes serão convertidos de dívidas em capital pelos credores. O acordo foi aprovado pelos bancos Santander, Bradesco, Itaú e BTG, mas o Safra se posicionou contrariamente. Como revelado pela coluna, o fato decorreu de um desentendimento na família Safra. A assembleia geral de credores será no dia 19 de dezembro.

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