O quanto a IA já influencia seu consumo (mesmo sem você notar)
Pesquisa mostra que 37% dos brasileiros já tomaram decisões de compra influenciados por respostas de inteligência artificial
Até pouco tempo, a gente perguntava as coisas para o Google – bom, eu ainda peguei a época em que nem isso existia, mas vida que segue. Hoje, existe outro agente não humano entre quem quer vender e potenciais consumidores: sim, as inteligências artificiais. Uma pesquisa que acaba de sair deu mais contorno à ideia: 37% dos brasileiros já tomaram ao menos uma decisão de compra influenciados por respostas de IA (leia-se ChatGPT, Gemini, Perplexity, Claude e afins).
A informação vem de um levantamento conduzido pela Nexus, empresa de pesquisa ligada à FSB Holding, que entrevistou presencialmente 2.012 pessoas em todas as 27 unidades da federação, entre 26 de agosto e 1º de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e 95% de confiança.
Seria possível argumentar que, por outro lado, mais de 60% das pessoas nunca tomaram decisões influenciadas por IA. Mas é preciso levar em conta quão recente é a chegada das ferramentas no cotidiano das pessoas. O ChatGPT foi lançado no fim de 2022, explodiu em quantidade de consultas desde então, portanto é prudente prestar atenção em algo que em pouco tempo conseguiu impactar as decisões de tantas pessoas.
E o que quer dizer “influenciados por respostas de IA”?
Quer dizer que a mediação dos chatbots se tornou uma nova fronteira do consumo contemporâneo. Comecei o texto falando da busca no Google, e você deve se lembrar da batalha que era conseguir aparecer entre os primeiros links entregues no buscador – a era do SEO, Search Engine Optimization. Agora, o pessoal vai suar para conseguir aparecer nas respostas fornecidas pelas IAs. “É preciso reposicionar a produção de conteúdo para garantir que as respostas da IA sejam corretas e captem as mensagens-chave que as empresas buscam passar”, afirma Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.
O nome oficial para essa prática ainda não é consenso. Há quem fale em GEO (Generative Engine Optimization), termo que foi tema aqui da coluna, vale a leitura. Outra possibilidade é Answer Engine Optimization. Os dois nomes se referem à mesma coisa: tentativas de aparecer nas respostas das IAs. “A ausência ou a má representação das marcas e empresas nas respostas da IA já é o mais novo risco reputacional”, afirma Tokarski. “É o novo território onde as decisões não são mais mediadas por cliques, mas por confiança e relevância algorítmica.”
IA para consumo, estudo, trabalho e lazer
A pesquisa Nexus mostra também que o impacto da IA no consumo é especialmente forte entre os mais jovens: 46% dos entrevistados de 18 a 30 anos já compraram com base em alguma recomendação feita por assistentes virtuais. Entre pessoas com ensino superior, o índice chega a 44%.
O brasileiro, em geral, costuma ser aberto a novas tecnologias. E dados dessa pesquisa ajudam a confirmar essa impressão: 63% dos brasileiros já usaram alguma ferramenta de IA generativa, 48% recorrem a ela para buscar informações e 16% dizem usar todos os dias.
O uso não se limita a consumo. Quase metade (45%) usa IA para aprender, 41% para criar conteúdo e 39% para lazer. Há ainda funções mais práticas: 38% mencionam saúde e bem-estar, outros 38% automatização de tarefas e 37% produtividade.
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