Mania na China, iPhone laranja “Hermès” ajuda a Apple a faturar bilhões
Aparelho lançado em setembro, disponível nos modelos Pro e Pro Max, impulsionou trimestre recorde da empresa no país asiático
Lançado em setembro de 2025, o modelo laranja do iPhone é do tipo ame-o ou deixe-o: há quem ache a coisa mais linda, e há quem tenha pavor. Consumidores chineses, aparentemente, se encaixam no primeiro grupo, porque o aparelho se tornou um sucesso tão grande que ajudou a Apple a obter faturamento recorde.
A receita da empresa na região que inclui China continental, Hong Kong e Taiwan atingiu US$ 25,5 bilhões no último trimestre do ano passado, cujos dados foram divulgados recentemente. Na prática, para mortais como você e eu, é difícil ter dimensão do que isso representa, eu sei. A gente lê “bilhões de dólares” e entende que há na equação um caminhão de dinheiro. Mas para ajudar, lhe dou um dado: as cifras desse mercado específico representam um aumento de 38% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O nome oficial da cor em questão é “laranja cósmico”, mas entre consumidores chineses foi apelidado de “laranja Hermès”. É uma referência ao tom presente em caixas, sacolas e outros itens do universo da tradicional maison francesa de moda e artigos em couro. Nem sempre as marcas controlam o que o consumidor faz com seus ícones e símbolos, afinal de contas.
A associação não oficial com a Hermès é uma das razões para entender como o iPhone 17 laranja – que existe apenas nos modelos Pro e Pro Max – virou um acessório de moda indispensável para parte da população, o que ganhou mais força nas redes sociais. Sucessos virais tendem a ter impactos nos hábitos de consumo, e aqui isso aconteceu de maneira intensa.
Mas não foi apenas a conexão com a maison francesa. No mandarim, existe uma similaridade sonora entre o sinal gráfico usado para a palavra “laranja” e o empregado para a palavra “sucesso”, o que criou uma associação que, pelo visto, encantou os consumidores chineses.
Alvaro Leme é doutorando e mestre em Ciências da Comunicação pela ECA-USP, jornalista e criador do podcast educativo Aprenda em 5 Minutos





