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Paulo Cezar Caju Por Paulo Cezar Caju O papo reto do craque que joga contra o lugar-comum

Salve o Nordeste, vitória do Fortaleza alegrou meu fim de semana

Estou em minha fase Nordeste, mas sou Botafogo e ouvir jogo ruim a base de caneladas não dá. Na minha época, 'construção por baixo' era obra do metrô

Por Paulo Cezar Caju 9 ago 2021, 13h53

Há um bom tempo venho escrevendo sobre a minha torcida pelos times do Nordeste e a belíssima vitória de 3 a 2 do Fortaleza sobre o Palmeiras alegrou o meu fim de semana. Alegrou porque há alguns anos esse resultado seria considerado zebra, mas o Fortaleza vem se organizando financeiramente, profissionalizando sua administração e montando times competitivos, agradáveis de assistir.

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Nunca escondi que sou fã de Yago Pikachu, desde seus tempos de Paysandu. Para mim, melhor que todos os laterais convocados para a seleção brasileira na Era Tite. O técnico argentino Juan Pablo Vojvoda, graças a Deus, não integra a lista dos professores retranqueiros e vem nos brindando com excelentes apresentações. Apesar da goleada do Diego Aguirre, do Inter, gostava muito do trabalho do Miguel Ángel Ramírez, demitido precocemente!

Fernando Diniz, do Santos, e Maurício Barbieri, que deu continuidade ao bom trabalho que vem sendo feito no Bragantino, também merecem destaque. São treinadores que tentam fazer algo diferente nessa mesmice que virou nosso futebol. Mas estou em minha fase Nordeste e sabedor disso um amigo me enviou um balanço sobre as Olimpíadas: se fosse um país, a Bahia, contando apenas com atletas das modalidades individuais, estaria em 20º no quadro de medalhas, à frente de países de primeiro mundo, como Suécia, Dinamarca e Espanha.

Salve a Bahia, salve o Nordeste. Mas sou Botafogo e preciso dar uma olhadinha em sua performance. O time conseguiu vencer quatro jogos seguidos e espero que essa boa fase dure até o fim do campeonato! O adversário do fim de semana foi a Ponte Preta e o jogo muito fraco tecnicamente. A câmera focou em Gilson Kleina, técnico da Macaca e penso que deve ser a quinta ou sexta vez que ele volta para o clube. Nosso mercado vive nessa eterna dança das cadeiras, não evolui, dificilmente apresenta uma novidade interessante.

O locutor diz que Chay tem muita intimidade com a bola, a comentarista explica que o Botafogo baixa bem o bloco. Na minha época quem baixava bem o bloco era o Cacique de Ramos e o Bafo da Onça. Ela prossegue com “construção por baixo”. Na minha época isso era obra do Metrô. Segue com “cortador de bola”. Mudou, antes era cortador de grama. E para explicar o gol contra da Ponte Preta emendou com a pérola que fechou a minha noite: “o goleiro é moderno, não fica embaixo da baliza. É bom os zagueiros irem se acostumando com isso”. Nas minhas peladas, o goleirão já sairia berrando “É minha!” ou “Deixa!!!”. Preferi ir dormir a conviver com um jogo ruim analisado a base de caneladas.

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