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Paraná Por VEJA Correspondentes Política, negócios, urbanismo e outros temas e personagens paranaenses. Por Guilherme Voitch, de Curitiba

Agressões e confrontos marcam primeiro dia de Lula no Paraná

A região Sul tem sido a mais hostil ao presidente Lula até o momento; caravana petista vai passar por Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul

Por Guilherme Voitch Atualizado em 27 mar 2018, 16h41 - Publicado em 27 mar 2018, 08h45

No primeiro dia de sua passagem pelo Paraná, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a enfrentar fortes protestos, como tem sido a regra na passagem da caravana do petista pela região Sul. Em Foz do Iguaçu, Oeste do Estado, a Polícia Militar (PM) precisou usar bombas de gás e spray de pimenta para conter o avanço de manifestantes contrários ao ex-presidente. O grupo furou um bloqueio policial para se aproximar de um sindicato onde apoiadores do petista aguardavam Lula. Um padre de 64 anos foi atingido por um soco no rosto.

Em Francisco Beltrão, Sudoeste do Estado, um repórter do jornal O Globo foi agredido por um segurança do ex-presidente quando filmava uma manifestação contra o petista, nas imediações do aeroporto da cidade. Manifestantes tentaram impedir o acesso da caravana de Lula ao aeroporto. Eles estacionaram um caminhão na via que dava acesso ao local. Um juiz da cidade precisou ser chamado para negociar a passagem do ex-presidente, que conseguiu embarcar para Foz.

Mais cedo, pessoas contrárias ao ex-presidente já haviam fechado a PR-280, em Marmeleiro. O grupo queimou pneus e impediu a passagem dos veículos. A caravana ficou quase uma hora parada.

Em São Miguel do Oeste (SC), manifestantes contrários ao ex-presidente arremessaram ovos no palanque em que ele discursava. Em Passo Fundo (RS), o ex-presidente não conseguiu entrar na cidade e precisou alterar seu roteiro.

Nesta terça-feira, o ex-presidente visita Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul. Nas duas cidades a presença do MST é forte. O grupo tem diversos acampamentos nos dois municípios e, em Quedas, está localizado um dos maiores assentamentos de reforma agrária do Brasil, o Celso Furtado.

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