Quem acertou? O ministro Ricardo Lewandowski que chamou a polícia para prender o passageiro do voo que criticou o Supremo Tribunal Federal? Ou o ministro Gilmar Mendes que já ouviu poucas e boas em um monte de voos e nunca chamou?
A lei prevê o que Lewandowski fez e Gilmar não. O primeiro, portanto, não abusou da autoridade que o cargo lhe confere. Lewandowski disse que saiu em defesa do Supremo. Gilmar nunca disse nada. A polícia foi chamada apenas para escoltá-lo.
Ao que se sabe, Gilmar voltou a voar em paz. O gesto de Lewandowski poderá restabelecer a paz em seus próximos voos. Ou não. Sempre haverá candidatos a 10 minutos de fama. Nas redes sociais, a hashtag “me prende lewandowski” é um sucesso.
O advogado bolsonarista Cristiano Caiado de Acioli só disse o que Lewandowski considerou uma ofensa porque a imagem do Supremo está ladeira a baixo. Não existe um Supremo, mas 11, cada um de um ministro. Alguns, ali, sequer se cumprimentam.
O ministro José Dias Toffoli, presidente do tribunal, está empenhado em pôr ordem na casa tirando-a da boca do palco onde fica sujeita a pedradas e a escassos elogios. Não será fácil.
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