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O primeiro blog brasileiro com notícias e comentários diários sobre o que acontece na política. No ar desde 2004. Por Ricardo Noblat. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Evitável. Mas inescapável

O Brasil recebe a tragédias com lágrimas que, quando secas, não se transformam em conhecimento

Por Elton Simões
28 jan 2019, 12h00 • Atualizado em 30 jul 2020, 20h00
  • Uma coisa é certa. De tédio não morreremos. Nem corremos o risco da originalidade. No Brasil, a história sempre se repete. Nunca como farsa. Sempre como tragédia. Andamos em circulo sem chegar a lugar algum. Ou melhor, chegando sempre ao mesmo lugar. Lugar ruim, entenda-se.

    Tudo é sempre emocionante. Tragédias sempre são. A gente chora, tenta socorrer, ajudar as vitimas ou somente assiste, ao vivo e a cores, na melhor tela disponível. Nossa solidariedade é instantânea no momento da tragédia. E se evapora na hora de preveni-la.

    Nossa memória é curta. Nos trai a todo momento. O Brasil recebe a tragédias com lágrimas que, quando secas, não se transformam em conhecimento. Tragédia, nos trópicos, é somente amostra grátis daquilo que pode e vai acontecer de novo.

    A dor, apesar de sincera e repetida, nada nos ensina. Desaparece rapidamente de corações e mentes sem deixar vestígios que sirvam de lição. Esquecemos tudo. Aprendemos nada. Vivemos o inacreditável com tal zelo e sempre, e tanto, que nem mais reconhecemos o inaceitável.

    Nos faltam desastres naturais. Talvez por isso nosso esmero em produzir desastres artificiais. E o fazemos sequencialmente, com muito sucesso e pouca originalidade. Sabemos o que deve ser feito. E nada fazemos.

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    Nossas tragédias são previsíveis. Vêm em intervalos regulares. Esperamos passivamente a queda do outro sapato. E não faltam sapatos a cair. E aceitamos como destino o que pode ser evitado.

    Com os pés firmemente fincados em metros de lama, o gigante adormecido caminha como sonâmbulo por um pântano sem fim. Sem direção. Mas acima de tudo sem sentido. Sempre à espera da repetição da tragédia de ontem. Concreta e previsível. Jamais como farsa. Sempre como tragédia. Evitável. Mas inescapável.

    Assim vive o país incapaz de aprender.

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    Elton Simões mora no Canadá. É President and Chair of the Board do ADR Institute of BC; e Board Director no ADR Institute of Canada. É árbitro, mediador e diretor não-executivo, formado em direito e administração de empresas, com MBA no INSEAD e Mestrado em Resolução de Conflitos na University of Victoria. E-mail: esimoes@uvic.ca .

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