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Acende o sinal de alerta entre aliados de Flávio Bolsonaro

Alta rejeição, discurso radical e falta de agenda clara minam a tentativa do senador de se consolidar como alternativa competitiva contra Lula em 2026

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 jan 2026, 16h41 •
  • As dificuldades enfrentadas por Flávio Bolsonaro para se firmar como candidato à Presidência expõem os limites da estratégia do clã Bolsonaro para manter protagonismo nacional. Em análise no programa Os Três Poderes, o editor José Benedito da Silva detalhou os principais obstáculos que hoje cercam o senador — da rejeição elevada à incapacidade de dialogar com o centro político e econômico (este texto é um resumo do vídeo acima).

    Por que a rejeição virou o principal alerta?

    Pesquisas divulgadas após o anúncio informal da pré-candidatura acenderam o sinal vermelho entre aliados. Embora Flávio apareça com intenção de voto semelhante à de nomes como Tarcísio de Freitas e Ratinho Júnior, o dado que preocupa é outro: a rejeição.

    Levantamentos como o da Quaest indicam rejeição em torno de 60% — patamar superior ao de Luiz Inácio Lula da Silva e equivalente ao do próprio Jair Bolsonaro. Para setores do mercado, do agronegócio e do centro político, esse índice lança dúvidas reais sobre a viabilidade eleitoral do senador em um segundo turno.

    Dá para vencer só com o eleitor bolsonarista?

    Outro entrave central é a dificuldade de Flávio em fazer qualquer movimento de moderação. A avaliação corrente entre dirigentes partidários é de que uma candidatura restrita ao discurso bolsonarista raiz dificilmente alcança maioria nacional.

    Apesar disso, o senador tem reforçado posições que afastam o centro. Em entrevista recente, afirmou que, se eleito, indicaria o irmão Eduardo Bolsonaro para o Itamaraty, além de voltar a atacar as urnas eletrônicas, o STF e colocar em dúvida a lisura das eleições de 2022. Para aliados de Lula, esse tipo de fala funciona como combustível eleitoral para o governo.

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    Onde está a agenda econômica?

    Há ainda um vazio programático. Entre empresários e investidores, a pergunta recorrente é simples: qual é a proposta de país de Flávio Bolsonaro? Até agora, não há respostas claras sobre economia, reformas ou governabilidade.

    O senador passou a afirmar que sua agenda seria inspirada no legado de Paulo Guedes, mas isso ainda não se traduziu em um programa estruturado. Mesmo tentativas de aproximação com o empresariado têm sido marcadas por ruídos: em um encontro em São Paulo, Flávio chegou com mais de três horas de atraso, priorizando discussões no Senado sobre anistia e dosimetria das penas do 8 de janeiro.

    A candidatura é projeto de país ou estratégia de sobrevivência?

    Nos bastidores, cresce a leitura de que a candidatura de Flávio atende mais à lógica de preservação do capital político do clã Bolsonaro do que à construção de um projeto nacional. Parte da direita e do centrão já expressa reservas, enquanto líderes religiosos como Silas Malafaia manifestam dúvidas sobre a capacidade do senador de enfrentar Lula.

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    A aposta, segundo analistas, seria sobreviver ao primeiro turno e, no segundo, herdar automaticamente o voto antipetista. Uma estratégia arriscada em um cenário de alta rejeição, discurso radicalizado e ausência de uma plataforma clara — combinação que, até aqui, mais afasta do que agrega.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Os Três Poderes (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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