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Bolsonaro detona Bebbiano com medo de que ele conte o que sabe

Teoria da conspiração

Por Ricardo Noblat Atualizado em 30 jul 2020, 19h14 - Publicado em 21 dez 2019, 08h00

Sem apresentar prova, sem citar diretamente o nome dele, mas dando todas as indicações que a ele se referia, Jair Bolsonaro disse em entrevista à VEJA que Gustavo Bebbiano, seu ex-ministro da Secretaria-Geral da presidência da República, é suspeito de ter participado do atentado à faca que por pouco não o matou.

“O meu sentimento é que esse atentado teve a mão de 70% da esquerda, 20% de quem estava do meu lado e 10% de outros interesses”, afirmou Bolsonaro refastelado numa poltrona do Palácio da Alvorada, de bermuda, chinelos, e com a camisa de um desconhecido time de futebol de Minas Gerais.

“Tinha uma pessoa do meu lado que queria ser vice”, prosseguiu. “O cara detonava todas as pessoas com quem eu conversava. Liguei para convidar o Mourão às 5 da manhã do dia em que terminava o prazo de inscrição da chapa. Se ele não tivesse atendido, o vice seria essa pessoa. Eu passei a valer alguns milhões deitado.”

Antes de falar com Mourão, Bolsonaro falara várias vezes com Bebbiano na noite do dia anterior. E quando Bebbiano soube que o vice seria Mourão, tentou convencer Bolsonaro a procurar outro vice. Uma chapa pura de militares não seria uma boa. Foi o próprio Bebbiano que o disse em mais de uma entrevista.

Bebbiano até poderia pretender ser vice de Bolsonaro. Á época, presidia o PSL. Era uma estrela em ascensão entre os bolsonaristas. Mas daí a sugerir que ele, mais tarde, desejasse ver Bolsonaro morto e tenha sido cúmplice da facada, vai uma distância que só a irresponsabilidade de Bolsonaro pode percorrer.

Quando nada porque a Polícia Federal e, em seguida, a Justiça, investigaram o atentado à exaustão e concluíram em três ocasiões que o pedreiro Adélio Bispo, autor da facada, agiu sozinho. Bolsonaro não se conforma com isso. E tenta enlamear o nome de Bebbiano por medo de que no futuro ele lhe crie embaraços.

O ex-ministro filiou-se ao PSDB sob o patrocínio do governador João Doria, de São Paulo, e admite ser candidato a prefeito do Rio em 2020. É um pote de mágoa de Bolsonaro até a borda. Perdeu o emprego no governo porque Carlos Bolsonaro, o Zero Dois, o detestava. Se contar o que sabe, os Bolsonaro estarão em apuros.

Sempre que se vê acuado, Bolsonaro inventa histórias, desata ataques aos seus desafetos e arranja novas brigas para desviar a atenção do que não lhe interessa. O inquérito sobre os rolos da dupla Flávio-Queiroz está cada vez mais perto dele e de sua família. É uma bomba que pode explodir a qualquer momento.

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