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A irmandade dos falsos cegos

Se a Justiça condenar Lula foi porque não presta. Se absolver, foi porque o povo unido jamais será vencido

Por Ricardo Noblat Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 jan 2018, 08h00 • Atualizado em 23 jan 2018, 08h00
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    vendado (Thinkstock/VEJA)

    O festival de besteiras que assola o país às vésperas do julgamento de Lula em Porto Alegre produziu pelo menos duas pérolas nas últimas 24 horas, ambas esmeradas por mulheres de grande projeção – a ex-presidente Dilma Rousseff e a e cientista política Maria Victória Benevides, professora da Universidade de São Paulo.

    Para Dilma, a discussão sobre um possível plano B do PT à candidatura de Lula “é igual à discussão sobre ‘renuncie, presidente’. Pediam, ‘renuncie, presidente, é um gesto de grandeza’. Gesto de grandeza nada. É a tentativa de mascarar o golpe” – disse ela, e até aí tudo bem. Pelo menos faz sentido.

    O que não faz foi o que ela disse em seguida: a possibilidade de Lula ser impedido pela Justiça de participar das eleições de outubro é um sinal da “derrota do golpe” que começou com o seu impeachment. Da derrota do golpe? Não seria o contrário – outra vitória dos que a apearam do poder e depois se voltaram contra Lula?

    Para Maria Victória, o julgamento de Lula “é a prova eloquente da falência do Poder Judiciário no Brasil, dominado por uma ideia de Justiça que nada tem a ver com o Estado Democrático de Direito, que é anti-povo”. De novo: não seria justamente o contrário – a prova de robustez de uma justiça que serve para todos?

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    Ou Lula estaria acima da Justiça que temos? E por que somente ele? Há condenados e presos de vários partidos, mas a socióloga não parece duvidar da correção da Justiça que os puniu. E se a Justiça, amanhã, absolvesse Lula? O que diria Maria Victória? O que diriam os demais que pensam como ela?

    Essa é fácil: diriam algo do tipo “o povo unido jamais será vencido”, pois foi ele que teria salvado Lula da farsa montada para bani-lo de vez da vida pública. De uma farsa, não: do golpe. Ou como prefere Dilma, de mais uma etapa do golpe que teve início com a sua deposição há quase dois anos.

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