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Conheça os convidados da Flip 2019

Evento literário acontece de 10 a 14 de julho e homenageia Euclides da Cunha

Por Redação Atualizado em 10 Maio 2019, 17h31 - Publicado em 29 abr 2019, 08h00

A 17ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) acontece entre os dias 10 e 14 de julho de 2019 na cidade fluminense e tem como homenageado Euclides da Cunha, autor de Os Sertões. O evento vem divulgando, aos poucos, a lista de convidados. Confira abaixo os nomes já confirmados:

 

Sheila Heti

Apontada como um dos principais nomes da literatura contemporânea de língua inglesa, a canadense é autora de oito livros de ficção e não ficção, traduzidos para 21 idiomas. Seu primeiro título publicado no Brasil é Maternidade (Companhia das Letras), uma mistura entre ficção e autorreflexão na qual a narradora começa a se questionar sobre a experiência da maternidade e seu papel social após perceber que todas as suas amigas pretendem ser mães. Em entrevista ao site Los Angeles Review of Books, Heti afirma que fica enojada ao ver “como o dilema foi simplificado e apresentado como uma ‘escolha de vida’ frívola e fútil” e ainda acrescenta que, se homens pudessem parir, “ter ou não filhos teria sido a questão central da filosofia desde o início dos tempos”.

Kristen Roupenian

Elisa Roupenian Toha/.

A americana é a autora do conto Cat Person, que, publicado em dezembro de 2017 na revista The New Yorker, viralizou em sua versão on-line, tornando-se uma das histórias mais lidas da publicação naquele ano. O conto retrata uma jovem que conhece um rapaz no cinema onde ela trabalha e, depois de flertarem, pessoalmente e por mensagens de celular, resolvem marcar um encontro – que não sai como o esperado. Elogiada pela crítica especializada e dissecada longamente por sites variados e nas redes sociais pelos leitores, a história colocou em discussão temas como relacionamentos modernos e machismo e rendeu à escritora um contrato milionário para seu primeiro livro, Cat Person e Outros Contos, lançado no Brasil em janeiro pela Companhia das Letras.

Walnice Nogueira Galvão

Bel Pedrosa/.

Professora emérita da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), Walnice Nogueira Galvão é a responsável pela edição crítica de Os Sertões, de Euclides da Cunha, o homenageado da Flip 2019. A pesquisa para a versão – publicada em 1985 e considerada definitiva – envolveu a leitura dos livros, jornais, manuscritos e panfletos que fizeram parte da formação do próprio Euclides da Cunha. Em 2010, recebeu o prêmio Senador José Ermínio de Moraes, concedido pela Academia Brasileira de Letras, pelo livro Euclidiana – Ensaios sobre Euclides da Cunha, publicado pela Companhia das Letras. Em sua obra, doze dos quarenta livros publicados são dedicados ao autor e à Guerra de Canudos.

Kalaf Epalanga

David Pattinson/.

O angolano é conhecido como “poeta-cantor” pela imprensa portuguesa – isso porque, além de escritor, dedica seu tempo à música com sua banda de kuduro Buraka Som Sistema. As sonoridades do ritmo africano são o fio condutor de seu terceiro e único livro publicado no Brasil, Também os Brancos Sabem Dançar, lançado em maio de 2018 pela Todavia. Classificado como autoficção, o enredo tem como personagem principal o próprio autor, que, durante uma viagem para participar de um festival de música, é detido na Noruega por não ter um passaporte válido e acaba sendo acusado de imigração ilegal. Para se explicar às autoridades, o músico começa a refletir sobre o cenário musical em Lisboa, incluindo temas como a intersecção entre cultura africana e europeia, a imigração, a marginalização da periferia e o racismo. “O kuduro mostrou-me o mundo, com ele e por ele visitei lugares que nunca imaginaria”, escreve no primeiro capítulo da obra. 

Grada Kilomba

Facebook/Reprodução

Escritora, teórica, psicóloga e artista, a portuguesa Grada Kilomba lançará seu livro Memórias da Plantação: Episódios do Racismo Cotidiano durante a 17ª edição da Flip pela editora Cobogó. A obra, publicada originalmente em 2008 e resultado de seu doutorado em filosofia na Freie Universitat em Berlim, analisa a herança colonial e patriarcal em busca de uma definição para o racismo contemporâneo. A autora, que possui origens em Angola e São Tomé e Príncipe e é militante do feminismo negro, explica também os passos que levam à consciência do racismo – recusa, culpa, vergonha, reconhecimento e reparação. Grada utiliza diversas plataformas em suas obras, como performances, leituras, colagens, filmes e instalações e terá sua primeira exposição individual em cartaz na Pinacoteca do Estado de São Paulo a partir de 6 de julho.

Carmen Maria Machado

Art Streiber

A autora americana de origem cubana e austríaca desembarca na Flip para apresentar seu livro de estreia, O Corpo Dela e Outras Farras (Planeta), que reúne oito contos narrados por mulheres. Transitando entre a fantasia, o terror e a ficção científica, todas as histórias têm em comum a temática feminista. Aclamada por críticos, a obra retrata os conflitos e angústias vividos pelas personagens, vítimas do machismo, e chegou a ser finalista do National Book Award, além de vencer o Lambda Literary Award – maior premiação literária do meio LGBTQ.

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Karina Sainz Borgo

Jornalista venezuelana, começou sua carreira no periódico El Nacional, que, em 2018, teve sua edição impressa encerrada por pressão do governo de Nicolás Maduro. A escritora faz sua estreia na ficção com Noites em Caracas, romance que tem como pano de fundo uma Venezuela vítima do autoritarismo e se desenvolve em torno de Adelaida, protagonista que perde a mãe e luta para sobreviver na capital. Para compor a obra, que será lançada em junho no Brasil pela editora Intrínseca, a autora partiu de relatos reais sobre tortura e violações dos direitos humanos – alguns vieram até mesmo de seus amigos e colegas de trabalho, que foram perseguidos e presos pelo Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional.

Ismail Xavier

Professor emérito da Universidade de São Paulo (USP), Xavier é um dos grandes nomes dos estudos cinematográficos no Brasil. Sua tese de doutorado, Sertão Mar: Glauber Rocha e a Estética da Fome, é considerada um clássico da crítica de cinema e discorre sobre os dois primeiros filmes da produção glauberiana: Barravento (1962) e Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964) estabelecendo contrapontos com O Cangaceiro (1953), de Lima Barreto, e O Pagador de Promessas (1962), de Anselmo Duarte. A obra, que também aborda o cinema novo e sua proposta de produção não industrial, será republicada neste ano pela Editora 34. 

Ayelet Gundar-Goshen

Considerada um expoente da nova literatura israelense, Ayelet é autora do livro Uma Noite, Markovitch, publicado em março de 2018 pela Todavia, marcando sua estreia no Brasil. O livro narra a história de Iaakov Markovitch, que integra um grupo de jovens da Palestina até a Europa ocupada pelas tropas nazistas no começo da II Guerra Mundial para que, por meio de casamentos fictícios, possam resgatar mulheres judias. A obra chegou a faturar o prêmio Sapir – principal prêmio literário de Israel – de melhor estreia. “Como mulher, sinto que não vejo muitos livros em que as mulheres são fortes e têm desejos e necessidades, e também o poder para brigar por seus desejos e necessidades”, contou em entrevista a VEJA.

Marilene Felinto

A escritora brasileira é considerada um dos grandes nomes da prosa de ficção – seu romance de estreia, As Mulheres de Tijucopapo (1982), recebeu o Prêmio Jabuti na categoria autor revelação e já foi traduzido para diversas línguas, como o inglês, o francês, o holandês e o catalão. A obra da autora inclui ainda os romances O Lago Encantado de Grongonzo (1987) e Obsceno Abandono: Amor e Perda (2002), além de ensaios, crônicas e contos para adultos e crianças.

Ayobami Adebayo

A nigeriana, que chegou a ser aluna de nomes como Chimamanda Ngozi Adichie e Margaret Atwood, fez sua estreia na literatura com o romance Fique Comigo, publicado no Brasil pela editora Harper Collins, em 2018. O livro, ambientado na Nigéria dos anos 1980, utiliza o casamento dos personagens Yejide e Akin como ponto de partida para reflexões acerca de temas como patriarcalismo, maternidade e poligamia. A obra foi citada nas listas de melhores livros dos jornais The New York Times e The Guardian.

Miguel Gomes

Reconhecido por seu talento em mesclar realidade e ficção, o cineasta português ganhou fama internacional com o longa Tabu (2012), ganhador do prêmio da crítica no Festival de Berlim. Também participou do Festival de Cannes com As Mil e Uma Noites (2015), seu trabalho mais recente. Atualmente, trabalha na adaptação cinematográfica da obra Os Sertões, de Euclides da Cunha, homenageado da Flip 2019, intitulada Selvajaria.

Jarid Arraes

Filha e neta de cordelistas, a poeta cearense teve contato com a cultura nordestina tradicional desde cedo. Começou a publicar cordéis em 2012, motivada pela tradição familiar e pelo desejo de diversificar os personagens retratados nas histórias. Com mais de sessenta cordéis publicados, suas obras incluem temas como questões de identidade, passando por gênero, raça e sexualidade. A escritora lança, em junho, seu primeiro livro de contos, Redemoinho em Dia Quente (Alfaguara).

Gael Faye

Nascido no Burundi, o autor se mudou para a França aos 13 anos, em 1995, dois anos depois do início da guerra civil no país africano. Seu romance de estreia, Meu Primeiro País (Rádio Londres), narra a história de um garoto que é forçado a deixar seu país por causa do início de uma guerra, misturando a biografia do escritor com a do personagem. A obra teve mais de 800.000 exemplares vendidos em 36 países e, atualmente, está sendo adaptada para o cinema.

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