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Blog de notícias exclusivas e opinião nas áreas de política, direitos humanos e meio ambiente. Jornalista desde 2000, Matheus Leitão é vencedor de prêmios como Esso e Vladimir Herzog
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O que representa a nova vitória de Lula

Entenda

Por Matheus Leitão Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 4 mar 2022, 14h50 - Publicado em 3 mar 2022, 14h04

O ex-presidente Lula obteve vitória também na última ação penal aberta contra ele – esta pela operação Zelotes por conta da suspeita de crimes cometidos na compra de caças Gripen, da sueca Saab, pelo governo brasileiro.

Deve ser a maior sequência de vitórias já obtidas por um réu na Justiça brasileira. Fosse eu jurista, tentaria fazer a conta.

Esse último processo tramitava na Justiça Federal no Distrito Federal, mas o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu o caso nesta quarta-feira, 2.

Além da decisão em si, o magistrado aproveitou para afirmar que procuradores da República novamente estavam sendo desonestos em relação ao ex-presidente.

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“Os procuradores República responsáveis pela denúncia [da Operação Zelotes] referente à compra dos caças suecos agiam de forma concertada com os integrantes da Lava Jato de Curitiba, por meio do aplicativo Telegram, para urdirem, ao que tudo indica, de forma artificiosa, a acusação contra Lula”, afirmou Lewandowski.

O magistrado ainda completou: “Valendo lembrar que investigações do mesmo jaez, relativas aos casos ‘Triplex do Guarujá’ e ‘Sítio de Atibaia’, foram consideradas inaproveitáveis pelo Supremo”.

A nova vitória de Lula na Justiça seguiu uma lista enorme de outras que foram anuladas, arquivadas, suspensas, trancadas – isso sem falar naquelas em que o petista já foi, inclusive, absolvido.

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Você, leitor, pode discordar de Lula em várias coisas – eu mesmo tenho as minhas discordâncias. Mas são 24 vitórias judiciais e isso precisa ser reafirmado para que os brasileiros saibam quem Lula é hoje: um cidadão totalmente inocente. Ou sem qualquer condenação contra ele no momento.

Cristiano Zanin Martins, advogado de Lula, escreveu recentemente: “Estejam certos – Lula não foi solto porque Moro era um juiz parcial, ele foi preso por isso! Não havia a menor possibilidade de prender Lula, se não fossem por atos e decisões judiciais ilegais. A soltura foi uma questão de justiça, não de opinião”.

O candidato a presidente Sérgio Moro tem estrebuchado contra esse raciocínio, claro, mas precisa compreender uma coisa: ele pode até vir a ganhar na arena política, o que hoje parece improvável, mas na esfera jurídica… tomou de goleada. O vitorioso foi Luiz Inácio Lula da Silva.

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