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Matheus Leitão

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Blog de notícias exclusivas e opinião nas áreas de política, direitos humanos e meio ambiente. Jornalista desde 2000, Matheus Leitão é vencedor de prêmios como Esso e Vladimir Herzog
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O ‘erro’ de Barroso que pode ser considerado um baita acerto

Entenda

Por Matheus Leitão Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 14 Maio 2024, 00h18 - Publicado em 13 jul 2023, 18h12

O único problema com a frase de Luís Roberto Barroso é que o Brasil normalizou a barbárie. Após o nascimento do bolsonarismo — a extrema direita filhote dos porões da ditadura —, o país se viu frente a frente com um antigo dilema. Ou fantasma!

Somos o único país da América Latina que viveu um regime ditatorial sem que houvesse depois uma justiça de transição. Uma nação que não pune torturadores e assassinos a mando do Estado não pode disciplinar quem defende a tortura anos depois.

Dezenas de torturadores da ditadura militar estão vivos e andam entre nós, inocentes. Um deles vive na região dos Lagos, no Rio.

Jair Bolsonaro é defensor de todos eles — quem não lembra da frase dita por ele: “Eu sou a favor da tortura, e o senhor sabe disso”? — e nunca foi punido por isso, mesmo com uma legislação que garante ser crime a apologia à tortura. 

É nada. Balela.

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O Brasil normalizou o horror, e esse horror se voltou contra nós como retrocesso em várias áreas. Não só nos direitos humanos, mas na ciência, na cultura, no direito das mulheres, das minorias, dos indígenas… e por aí vai. A lista é grande.

Por isso, quando Luís Roberto Barroso brada, em um congresso da UNE, que o Brasil venceu o bolsonarismo, errado ele só está em dizer que a luta acabou. Mas comemorar a vitória de uma batalha tão terrível como a dos últimos anos seria errado? 

É preciso comemorar qualquer vitória contra a barbárie e o obscurantismo, especialmente o político.

“Eu saio daqui com a energia renovada. Pela concordância e pela discordância. Porque essa é a democracia que nós conquistamos. Nós derrotamos a censura, nós derrotamos a tortura, nós derrotamos o bolsonarismo, para permitir a democracia e a manifestação livre de todas as pessoas”, disse Barroso no maior evento estudantil do país.

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Pode até ser que o local não fosse apropriado para uma fala de um ministro do Supremo. 

Mas me desculpem o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e os meus colegas jornalistas que estão chamando de “inadequada” a  declaração do ministro, transformando-o na nova “Geni” brasileira.

Inadequado é chamar de movimento político aquilo que veio para tentar contaminar e destruir a política, e nos levar a um passado das trevas.

E não venham me dizer que o bolsonarismo é “amplo” por agregar liberais, conservadores, evangélicos 

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Quem faz vista grossa para a banalização de valores tão fundamentais e universais é farinha do mesmo saco. Acertou Barroso, mas esqueceu de dizer que essa foi apenas uma batalha.

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