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Blog de notícias exclusivas e opinião nas áreas de política, direitos humanos e meio ambiente. Jornalista desde 2000, Matheus Leitão é vencedor de prêmios como Esso e Vladimir Herzog
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O caso da plataforma que libera o ilegal e ameaça a liberdade de Caetano

Entenda

Por Matheus Leitão Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
12 nov 2023, 11h21

Um dos shows mais esperados de Caetano Veloso em cartaz pelo Brasil – o do álbum Transa, lançado há 51 anos – está sendo vítima da terra sem lei na internet e nas redes sociais, que continuam sem regulamentação no país.

A produção do Transa recebeu inúmeras mensagens com denúncias de compras feitas no site “viagogo” para os espetáculos deste final de semana, no Rio de Janeiro, e para os dos dias 25 e 27, em São Paulo.

O mais absurdo é que a venda aconteceu porque o “viagogo” teria feito anúncios pagos em plataformas como o Google, que aceita colocar em destaque links de compra mediante anúncios pagos. Ocorre que muitos dos sites tem uma atuação pirata, sem ter ingresso algum.

A empresária Paula Lavigne, que produz o show, conta que tentou fazer os mesmos anúncios para venda oficiais de ingressos, mas a palavra “Transa” impediu o impulsionamento porque foi entendido como de cunho sexual.

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É absurdo e até inacreditável.

Não faz sentido algum que um dos álbuns mais completos produzidos no país – considerado histórico por agentes culturais – não possa ser vendido de maneira oficial, enquanto a pirataria de ingressos acontece de forma livre com ajuda de redes sociais.

No primeiro semestre deste ano, o país tentou fazer uma regulamentação que envolvia as grandes empresas de tecnologia, mas acabou sabotada por ações das próprias plataformas.

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E como? Justamente por anúncios com informações consideradas incorretas.

O Google, por exemplo, usou seu mecanismo de busca para direcionar internautas que procuravam por informações sobre PL das FakeNews, que tentava fazer essa regulamentação.

O exemplo do show do Caetano Veloso comprova que as plataformas digitais precisam ser regulamentadas e estarem sujeitas a responsabilidades e obrigações.

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Não é à toa que 78% dos brasileiros entendem que deve existir uma lei para estabelecer regras claras ao funcionamento das plataformas digitais no país.

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